Comum no período junino, fumaça impacta no agravamento dos quadros de covid-19

Publicado sexta-feira, 18 de junho de 2021 às 14:50 h | Atualizado em 18/06/2021, 14:53 | Autor: Da Redação

Tradicional no período junino, em razão da fogueira e fogos de artifício, a fumaça é considerada um fator relevante no impacto a saúde do paciente diagnosticado com covid-19, visto que causa irritação nas vias aéreas e podem desencadear mecanismos biológicos que facilitam a infecção pelo vírus ou até mesmo agravar o quadro de pacientes que já estejam infectados. Logo, os especialistas alertam que a fogueira e os fogos devem ser evitados neste São João, em meio à pandemia.

Além disso, o mês de junho é um período mais propenso às doenças respiratórias devido também ao tempo mais frio e ao aumento da umidade do ar, que faz com que as partículas em dispersão aérea fiquem mais tempo viáveis e esse ambiente favorece a propagação do novo coronavírus. Com isso, ainda quem esteja com um quadro leve de infecção da covid-19 ou se recuperando da doença, o indivíduo pode ficar vulnerável a uma complicação por causa dos efeitos da fumaça, já que o vírus atinge o sistema respiratório.

Os ricos que o novo coronavírus podem representar para cardiopatas, diabéticos, hipertensos e fumantes ganharam atenção especial de especialistas, que apontam a poluição do ar como responsável pela vulnerabilidade do pulmão em meio à pandemia. Conforme a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), pessoas expostas à poluição do ar por emissões de motores à combustão, possuem risco de duas a três vezes maior de infarto. Contudo, a Socesp não levou em consideração o desencadeamento de implicações causadas pelo coronavírus no organismo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que 91% da população do planeta vive em locais onde a qualidade do ar está abaixo do recomendado. Um estudo publicado na revista científica Science of the Total Environment mostra uma incidência maior de mortes por covid-19 em regiões onde o índice de dióxido de nitrogênio é mais alto. A especialista em saúde pública, Angelina Oliveira, chama a atenção para o fato de que a poluição atmosférica pode provocar ou agravar enfermidades do trato respiratório, como doença pulmonar obstrutiva crônica, rinite, pneumonia, asma e câncer de pulmão e está associada a acidente vascular cerebral (AVC), Parkinson, Alzheimer e infarto.

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