Busca interna do iBahia
HOME > BRASIL

BRASIL

COP30: Simon Stiell cobra mais ambição e diz que “este não é momento para autoelogios”

Apesar do reconhecimento dos avanços, Stiell destacou que o desafio agora é transformar compromissos em ação imediata

Georges Humbert*
Por Georges Humbert*
Imagem ilustrativa da imagem COP30: Simon Stiell cobra mais ambição e diz que “este não é momento para autoelogios”
Foto: Ludovic Marin / AFP

Belém — No encerramento da Ação Climática Global da COP30, realizado na tarde desta quarta-feira (15h30), o Secretário-Executivo da ONU para Mudanças Climáticas, Simon Stiell, reforçou o tom de urgência que marcou toda a conferência. Em um discurso firme, Stiell afirmou que os resultados de Belém representam avanços concretos — mas que não autorizam qualquer acomodação.

“A COP30 alcançou um resultado impressionante em ações climáticas concretas que também significarão economias mais fortes, mais empregos e vidas melhores para milhões de pessoas”, declarou. A fala ecoou entre delegações, organizações civis e representantes do setor produtivo, que lotaram a plenária final dedicada à agenda de implementação.

Tudo sobre Brasil em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

Apesar do reconhecimento dos avanços, Stiell destacou que o desafio agora é transformar compromissos em ação imediata. “Mas este não é o momento para autoelogios – este é o momento de dar um passo à frente”, enfatizou, lembrando que os últimos relatórios científicos mostram que o mundo está atrasado na corrida para limitar o aquecimento a 1,5ºC.

Ele dedicou parte central do discurso a reforçar o papel estratégico da Agenda de Ação Climática, eixo que articula governos, empresas, cidades e sociedade civil em iniciativas paralelas e complementares às negociações formais.

“A Agenda de Ação Climática não é um mero complemento. Ela é essencial para a missão e uma parte fundamental do Acordo de Paris.”

O Secretário-Executivo afirmou ainda que a economia mundial já demonstra sinais claros de transição: “A Agenda de Ação Climática viabiliza e aproveita o impulso que estamos observando na economia real.” Segundo ele, essa dinâmica comprova que “o trabalho dos negociadores e o trabalho da economia real podem e devem atuar em conjunto” para transformar o Acordo de Paris em resultados mensuráveis.

Em Belém, Stiell destacou avanços ligados à expansão de energias renováveis, financeirização de projetos de adaptação, iniciativas para descarbonização industrial e ações de proteção florestal — temas especialmente sensíveis para o Brasil e a Amazônia.

O discurso encerrou um ciclo de debates marcado pela expectativa global sobre o papel do Brasil na próxima década climática. E, embora tenha reconhecido progressos, Stiell deixou um recado claro aos governos e líderes mundiais: não basta anunciar; é preciso entregar.

A COP30 segue agora para a fase pós-conferência, na qual caberá aos países demonstrar se estão dispostos a transformar palavras em políticas públicas, investimentos e resultados concretos diante da maior urgência ambiental de nosso tempo.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Google Noticias Siga o A TARDE no Google Noticias

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no Email

Tags

Ação Climática Acordo de Paris COP30 descarbonização energias renováveis mudanças climáticas

Relacionadas

Mais lidas