BRASIL
Desmatamento bate recorde em abril na Amazônia, diz Inpe
A situação se deteriorou principalmente desde que o presidente Jair Bolsonaro (PL) chegou ao poder

Por AFP e Redação

O desmatamento na Amazônia bateu um novo recorde em abril, com mais de 1.000 km2 desmatados, quase o dobro do mesmo mês do ano passado sob uma "imensa pressão", segundo os defensores do meio ambiente. O recorde anterior era de 580 km2, para todo o mês de abril de 2021.
Os dados de satélite comunicados nesta sexta-feira, 6, pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) são ainda mais alarmantes, segundo os especialistas, porque não levam em conta o mês inteiro.
De 1º a 29 de abril, as imagens do sistema de monitoramento Deter do INPE mostram alertas de desmatamento em mais de 1.012 km2, o equivalente a cerca de 1.400 campos de futebol.
Desde o início do ano, 1.954 km2 foram desmatados, quase o dobro dos primeiros quatro meses de 2021 (1.153 km2).
Abril é o último mês da estação chuvosa, quando o desmatamento costuma ser menos severo. Mas o dado deste ano está próximo do recorde para um mês de junho, que marca o início da estação seca (1.061 km2 em 2021).
"Esse número é extremamente alto para este período, mostra a imensa pressão sobre a floresta este ano", lamenta Maria Napolitano, responsável científica da WWF Brasil.
A situação se deteriorou principalmente desde que o presidente Jair Bolsonaro (PL) chegou ao poder: em seus três primeiros anos no cargo, o desmatamento aumentou mais de 75% em relação à média anual da década anterior.
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