CRISE FINANCEIRA
Em queda, ações da Americanas são leiloadas nesta segunda
Empresa conseguiu tutela judicial para proteção contra os credores

As ações da Americanas seguiram em queda nesta segunda-feira, 16, com os desdobramentos das inconsistências contábeis anunciadas na semana passada e com a tutela judicial conseguida na sexta-feira, 13, para proteção contra os credores.
Às 15h22 desta segunda, os papéis registravam uma queda de 41,59%, a R$ 1,84, contabilizando o pior desempenho do Ibovespa, com recuo de 1,85% no mesmo horário. Nesta manhã, as ações da organização entraram em leilões, mecanismo que interrompe as negociações comuns e tem o objetivo de tranquilizar os momentos de variação bruta de papéis na bolsa.
Antes do anúncio das questões fiscais, os papéis das Americanas valiam R$ 12 no pregão. As inconsistências contábeis resultaram na renúncia dos recém-empossados presidente-executivo e vice-presidente financeiro.
Na sexta-feira, 13, a Americanas obteve na Justiça uma decisão que protege a empresa por 30 dias contra vencimentos antecipados de dívidas. A varejista poderá utilizar este tempo para entrar em acordo com os credores ou pedir recuperação judicial.
O BTG Pactual recorreu da liminar que protege a Americanas dos credores. Segundo documento que circula pela imprensa, os advogados argumentam que a liminar é ilegal e determina o estorno de um pagamento feito pela Americanas ao BTG.
Analistas da empresa de serviços financeiros JPMorgan analisam que bancos devem aprovisionar cerca de 30% da exposição à Americanas. A estimativa pode subir a depender de um eventual pedido de recuperação judicial.
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