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Estudante autista é impedido de fazer Enem e retirado pela PM

Fiscais disseram que jovem de 19 anos não tinha documentação correta para participar do exame

Publicado terça-feira, 15 de novembro de 2022 às 13:25 h | Atualizado em 15/11/2022, 13:34 | Autor: Da Redação
Fiscais não aceitaram documento de identificação digital do jovem, apesar de o Inep permitir
Fiscais não aceitaram documento de identificação digital do jovem, apesar de o Inep permitir -

Um jovem autista de 19 anos teve todo o trabalho de estudo do ano frustrado ao ser impedido de fazer a prova do Enem no último domingo, 13, em Castelo, no Espírito Santo. Daniel Soares Moreira foi barrado pelos fiscais e retirado da escola por um policial militar. A mãe do aluno, a terapeuta Elenir Moreira, registrou em vídeo o momento em que ele é conduzido pela PM e as imagens logo repercutiram nas redes sociais.  

"Ele se preparou muito, fez diversos simulados, e conseguimos garantir o direito dele de fazer a prova oral", contou em entrevista ao site UOL.

Segundo Elenir, os fiscais não aceitaram a Carteira de Trabalho e Previdência Social digital apresentada pelo estudante por meio do aplicativo do celular, já que o documento de forma física tinha sido extraviado. Segundo as regras do Enem, o documento digital deve ser aceito. Mesmo assim, foi recusado.

Daniel Santos Moreira foi retirado da sala por um policial militar
Daniel Santos Moreira foi retirado da sala por um policial militar |  Foto: Reprodução
 

A família foi orientada, então, a registrar boletim de ocorrência numa delegacia, já que, de acordo com as normas do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), responsável pela organização do exame, quem não puder apresentar o documento de identidade original com foto nos dias do exame poderá realizar as provas apresentando boletim de ocorrência expedido há, no máximo, 90 dias da aplicação do exame. Apesar disso, ao retornar da delegacia, Daniel não conseguiu fazer a prova.

"Fizemos o boletim de ocorrência, voltamos à escola e, mesmo assim, não aceitaram", diz Elenir.   

A Polícia Militar do Espírito Santo e o Inep não responderam o pedido de informações do UOL. Segundo Elenir, outros estudantes foram barrados por causa do mesmo motivo.

 

 

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