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Ex-empregada acusa empresária de GO de agressão

Agencia Estado

Por Agencia Estado

24/03/2008 - 19:25 h

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Elivânia Silva Ferreira, de 23 anos, acusou hoje a empresária Sílvia Calabresi Lima, em depoimento à Delegacia de Polícia (DP) de Iporá (GO), de tê-la agredido "todos os dias", quando trabalhava na casa da acusada, em 2002. Ainda com cicatrizes, Elivânia afirmou que sofreu muito na mão de Sílvia. A ex-empregada mora na cidade goiana e já fez exame de corpo de delito. "Apanhava todo dia, sofri muito na mão dela", disse. "Fugi cinco vezes, porém, como era órfã, fui devolvida para a Sílvia nas cinco vezes", relembra. "Aí, é que eu apanhava mais." Elivânia afirmou que foi à delegacia quando soube que a ex-patroa estava presa. "Ela é muito vingativa", disse.

A mãe adotiva de Sílvia, Maria de Lourdes, e o filho mais velho da empresária, Tiago, poderão ter as prisões decretadas amanhã, se se recusarem a comparecer à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) para depor como testemunhas no caso de tortura da menina L.R.S., de 12 anos. Lourdes e Tiago foram intimados pela delegada Adriana Accorsi, mas não apareceram hoje à delegacia. Como o prazo de encerramento do inquérito policial expira na quarta-feira, Adriana avisou que pedirá a prisão temporária à Justiça. "Eles sabiam de tudo e, mesmo assim, jamais pegaram um telefone para ligar e denunciar", justificou.

A delegada afirmou acreditar que Sílvia, presa na semana passada em flagrante por tortura e cárcere privado de L.R.S., é uma "criminosa em série", que contou com o silêncio da família para perpetuar os crimes. "A família nada fez para acabar com o ritual de torturas", disse Adriana, que pretende indiciar a mãe adotiva e o filho mais velho da empresária, estudante de engenharia civil. "Mesmo com ela (Maria de Lourdes) tendo 82 anos (inimputável pela lei), a questão será com a Justiça", avaliou.

Um casal, vizinho de Sílvia, que costumava visitar a família, se disse surpreendido pela descoberta dos casos de tortura. Outras duas meninas, que teriam sido vítimas de Sílvia, prestaram depoimento hoje na DPCA. A., de 10 anos, e C., de 16, moradoras em Adelândia, a 100 quilômetros de Goiânia, confirmaram maus-tratos diários: "Ela (Sílvia) me batia com a sandália, no rosto, na boca e feriu minha orelha", disse A. C. disse que a violência diária foi "inesquecível". "No começo, pensei que era uma louca, depois, percebi que as pancadas não cessariam; fugi de lá", disse. Além de um quadro agudo de desnutrição, marcas e cicatrizes permanentes na língua, o resultado preliminar do exame de corpo delito de L.R.S. mostrou que a empresária submeteu a menor a sofrimentos variados e intensos com ferro de passar roupa, martelo e alicates.

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