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Falsário se passava por ex-baterista de Elton John em SP

Felipe Resk | Estadão Conteúdo

Por Felipe Resk | Estadão Conteúdo

24/03/2015 - 8:51 h | Atualizada em 19/11/2021 - 6:44

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Na última terça-feira, o escrivão da Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom) recebeu um visita ilustre. O ex-baterista do cantor britânico Elton John, Charlie Morgan, foi comunicar aos policiais o roubo de um Rolex, um pingente de ouro e 8 mil libras, furtados durante um assalto na frente da Estação Barra Funda, na zona oeste da capital paulista. O passaporte também havia sido roubado.

O deslize do "astro", que informou ser natural de Liverpool, na Inglaterra, foi a filiação registrada no boletim de ocorrência. Pai: Reginald Kenneth Dwight, nome verdadeiro de Elton John. Mãe: Alice Cooper Carrara Morgan Dwight. Aos desavisados, o americano Alice Cooper é uma das figuras mais importantes do rock. Mas o suposto músico ousou ainda mais: informou que morava na Rua Penny Lane, via de Liverpool que virou música dos Beatles e que no boletim tornou-se Panne Lany.

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Intrigados com o caso, os investigadores levantaram informações sobre a vítima. Primeiro, em incursões em redes sociais. Em um dos vídeos, ele se apresentava em uma escola em São Paulo, onde prometia levar os cinco melhores alunos para uma viagem à Inglaterra.

Depois, encontraram familiares do suposto músico no Brasil. Após checagens, descobriram que aquele que se apresentava como baterista de Elton John é, na verdade, José Eduardo Carrara, de 54 anos, paulista, morador de Pirituba, na zona norte.

Foi aí que, para Carrara, "the house has fallen". Ou, em bom português, "a casa caiu". Agora, Carrara responderá a quatro inquéritos por falsidade ideológica e por falsa comunicação de crime. Os policiais investigam, ainda, se ele cobrava para participar de palestras e eventos.

Idiomas

Ele se apresentou na delegacia na segunda-feira, onde prestou depoimento, tomou café e cantou músicas de Elton John. Antes de descobrirem a armação, porém, os policiais também foram vítimas da farsa. Apesar de dizer que falava 12 idiomas, até mesmo o português, ele fez o relato à polícia em inglês. Para registrar o boletim de ocorrência, foi preciso usar o Google Tradutor.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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