CUIDADO
Golpe do Chapolin: como se proteger do roubo de carro ‘astucioso’?
Criminosos têm utilizado um dispositivo silencioso que bloqueia o sinal para o travamento das portas do carro

Batizado em alusão à “astúcia” dos criminosos — referência ao bordão do personagem Chapolin Colorado —, o Golpe do Chapolin tem se tornado cada vez mais comum no Brasil.
A técnica utiliza um dispositivo eletrônico, semelhante a um controle remoto, capaz de bloquear à distância o sinal das travas eletrônicas dos carros, de forma silenciosa.
Mesmo ouvindo o tradicional “bip” que indica o travamento, o motorista pode acabar deixando o veículo destrancado, o que facilita a ação dos ladrões. Mas afinal, é possível se proteger desse golpe?
Recomendação
A principal recomendação é simples: sempre verificar manualmente se o carro está realmente trancado. Mesmo após acionar o fechamento pela chave ou controle, vale puxar as maçanetas para confirmar. Se notar qualquer falha ou movimentação suspeita, o ideal é trancar o carro manualmente, se possível.
Outras medidas básicas de segurança continuam válidas:
- evitar deixar objetos de valor à vista;
- dar preferência a locais bem iluminados e movimentados;
- mudar de local caso perceba algo estranho ao redor.
O golpe
Em relação ao golpe em si, há poucas formas de bloqueá-lo diretamente. O dispositivo usado pelos criminosos é ilegal e já foi alvo de operações policiais em diversas regiões do país. Por conseguir simular a frequência de diferentes modelos de veículos e interferir no sinal das travas, o problema está mais ligado às limitações da tecnologia automotiva atual.
É o que explica o especialista em segurança eletrônica veicular Emerson Osvarino da Silva, que atua na área de rastreamento e coordena um grupo técnico da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (ABESE). Segundo ele, o golpe é extremamente rápido e, na correria do dia a dia, mesmo motoristas atentos podem acabar esquecendo de conferir se o carro foi fechado corretamente.
Como forma de reforçar a segurança, o especialista destaca duas soluções: rastreadores e alarmes adicionais.
- No caso dos rastreadores, há desde serviços básicos — que permitem localizar o veículo em caso de roubo — até sistemas mais avançados, que exigem senha ou identificação do motorista para que o carro funcione.
- Já os alarmes paralelos, instalados além do sistema original do veículo, podem dificultar ou inibir a ação criminosa. Assim, mesmo que o golpe funcione e o carro seja aberto, o alarme pode chamar atenção e afastar os suspeitos.
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