Governo contraria Anvisa e não toma medidas imediatas contra Ômicron

Publicado quarta-feira, 01 de dezembro de 2021 às 09:59 h | Atualizado em 01/12/2021, 10:02 | Autor: Redação

Após reunião, nesta terça-feira, 30, com representantes de cinco ministérios e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Governo Federal decidiu que não vai tomar medidas imediatas contra a variante Ômicron, que teve dois casos confirmados no Brasil. A decisão contraria a recomendação da Anvisa de impedir a entrada de viajantes de Angola, Malawi, Moçambique e Zâmbia no Brasil. Os representantes eram dos ministérios da Casa Civil, Saúde, Justiça, Infraestrutura e Relações Exteriores.

Até o momento, está proibida a entrada no país de viajantes da África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue, mesmo antes da confirmação de casos da variante Ômicron no Brasil, nesta terça-feira, 30. "O Governo Federal também permanece atento a qualquer modificação no perfil epidemiológico junto aos estados, municípios e ao Distrito Federal, e seguirá atualizando as restrições excepcionais e temporárias de entrada no Brasil com base em estudos e pareceres técnicos de todos os órgãos envolvidos, respeitando os princípios da oportunidade, conveniência e precaução", se posicionou em nota o Governo Federal.

Desde a primeira metade de novembro, a Anvisa tenta convencer o Governo Federal a mudar de posição e endurecer as medidas. “A inexistência de uma política de cobrança dos certificados de vacinação pode propiciar que o Brasil se torne um dos países de escolha para os turistas e viajantes não vacinados, o que é indesejado do ponto de vista do risco que esse grupo representa para a população brasileira e para o Sistema Único de Saúde”, escreveu a Anvisa em nota. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, já se posicionou contra a cobrança de vacina de quem entra no Brasil. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, por sua vez, defendeu que a vacinação seja a principal forma de conter a nova variante, mas minimizou seus riscos. “Sistema de saúde é capaz de dar respostas”, disse Queiroga nesta segunda-feira, 29.

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