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Investidor na Bahia, líder de tráfico de cocaína na FAB acumulou até R$5 milhões

Publicado às | Atualizado em 26/10/2021, 08:36 | Autor: Da Redação
Após ter declarado o valor irrisório de R$2 a Receita Federal em 2018, Marcos Gama informou R$198,2 mil ao Fisco no ano seguinte | Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil | 04.09.2019
Após ter declarado o valor irrisório de R$2 a Receita Federal em 2018, Marcos Gama informou R$198,2 mil ao Fisco no ano seguinte | Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil | 04.09.2019 -
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Suspeito de liderar o tráfico internacional de cocaína por meio de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), Marcos Daniel Penna Borja Rodrigues Gama, teria acumulado milhões com o crime. Conhecido como ‘Chico Bomba’, em três anos, ele teria movimentado cerca de R$5 milhões. Preso na semana passada, Marcos Gama vivia com luxo e, antes de ser detido, ameaçou testemunhas. As informações são da coluna de Mirelle Pinheiro e Carlos Carone, do jornal Metrópoles.

Segundo o veículo, que acessou exclusivamente os comprovantes de rendimento apresentados por ‘Chico Bomba’ à Receita Federal, o acúmulo financeiro do traficante, deu-se no ano de 2019, mesmo ano em que Manoel Silva Rodrigues, sargento da Aeronáutica foi preso com 39kg de drogas na Espanha.

Suspeita-se que os valores declarados sejam de lavagem de dinheiro e representem uma pequena parcela das cifras milionárias utilizadas por ‘Chico Bomba’, em Brasília e em estados como a Bahia, onde fez investimentos.

Segundo o Metrópoles, os arquivos do narcotraficante demonstram que ele não teve renda nos anos de 2013 e 2014. Contudo, em 2015, Chico Bomba apresentou faturamento bruto de R$ 48,1 mil. Nos dois anos seguinte, os valores foram menores, com R$ 28,4 mil em 2016, e uma pequena recuperação em 2017, com renda declarada de R$ 35,6 mil.  Nas declarações, após a subida da renda, Marcos Gama informou apenas R$ 2.  Em 2019, atingiu o ápice, com R$ 198,2 mil.

Luxo

Quando ‘Chico Bomba’ declarou não dispor de recursos, em 2013, os auditores fiscais identificaram a compra de um apartamento de luxo, na Asa Sul, em Brasília, por R$ 2,3 milhões, pago em espécie e registrado no nome da antiga esposa. 

Ainda de acordo com a apuração do Metrópoles, a ex-companheira declarou não ter condições para o recurso aplicado na casa e que o valor foi financiado por Marcos Gama. O traficante também comprou um carro por R$101,5 mil, do modelo ASX da Mitsubishi, todos pago à vista, R$ 96 mil em espécie e R$ 5 mil no cartão de débito.

A Receita Federal investiga desde 2015 o empresário. Naquele ano, Marcos Gama comprou uma mansão no Lago Sul, região nobre de Brasília, por R$ 1,6 milhão. Do total, o suspeito pegou R$ 800 mil a título de empréstimo com o próprio pai. O restante teria sido repassado em espécie. A Receita Federal também concluiu que ‘Chico Bomba’ fraudou escritura pública da residência, já que na certidão, ele informa a compra do bem por R$800 mil, menos da metade do valor real.

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