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Justiça manda soltar mãe do menino Henry Borel, com tornozeleira

Jairinho, o padrasto de Henry, segue preso

Da Redação
Por Da Redação
A decisão substitui a prisão preventiva por monitoração eletrônica de Monique
A decisão substitui a prisão preventiva por monitoração eletrônica de Monique - Foto: Brunno Dantas | Divulgação TJRJ

A Justiça do Rio de Janeiro concedeu liberdade a Monique Medeiros da Costa e Silva, ré no caso da morte do filho, o menino Henry Borel, de 4 anos. Segundo decisão da 2ª Vara Criminal do Rio desta terça-feira, 5, ela deverá usar tornozeleira eletrônica. Jairinho, o padrasto de Henry, segue preso.

A decisão substitui a prisão preventiva por monitoração eletrônica de Monique. A juíza Elizabeth Machado Louro manifestou preocupação com as ameaças sofridas pela mãe de Henry dentro da cadeia.

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Segundo o g1, a decisão veda à Monique, qualquer comunicação com terceiros - com exceção apenas de familiares e integrantes de sua defesa, seja pessoal, por telefone, além de postagens em redes sociais.

Conforme a juíza, Monique terá que ficar em local diferente dos usados antes e o "endereço deverá permanecer em sigilo e acautelado em cartório". O pai de Henry considerou a decisão "inacreditável".

Relembre o caso

Henry, de 4 anos, morreu no dia 8 de março de 2021, no apartamento da família na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Jairinho e Monique estão presos desde 8 de abril do ano passado.

A observação de que Henry sofreu tortura foi obtida após a perícia encontrar 23 lesões no corpo da criança, levando à conclusão de que houve uma ação violenta, confrontando a versão apresentada pelo casal de que o menino teria apenas caído da cama.

Segundo informações do UOL, o inquérito foi concluído após oito semanas de investigação e será encaminhado ao Ministério Público do Rio. Documentos complementares, como os laudos e os dados do celular do parlamentar, foram anexados.

Em meio às investigações, foi descoberto que Jairinho possui histórico de violência. O vereador foi indiciado pelo crime de tortura contra a filha de uma ex-namorada. Os crimes ocorreram entre os anos de 2010 e 2013, quando a vítima tinha de 3 a 5 anos. À polícia, a criança disse que ele bateu a cabeça dela contra a parede de um banheiro e a afundou na piscina.

Monique afirmou, em carta enviada a familiares, que Jairinho é um "homem ruim, doente, psicopata e esquizofrênico". Segundo o texto revelado pelo Fantástico, ela chegou a dizer que Henry a alertava sobre o parlamentar e que só começou a enxergar um outro lado de Jairinho após ser presa.

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