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Justiça revoga prisão de PM que matou idoso com tiro em SP

Tribunal aceitou pedido de liberdade feito pela defesa

Publicado segunda-feira, 03 de junho de 2024 às 22:57 h | Autor: Da Redação
Clóvis Marcondes de Souza foi vítima de um tiro acidental
Clóvis Marcondes de Souza foi vítima de um tiro acidental -

Um habeas corpus foi concedido pelo Tribunal de Justiça Militar de São Paulo (TJM - SP) para revogar a prisão, nesta segunda-feira, 3, do sargento Marcio de Oliveira, que estava preso por ser o autor do disparo que causou a morte de um idoso no bairro do Tatuapé, Zona Leste de São Paulo.

O TJM aceitou o pedido feito pela defesa do policial por entender que não tem mais competência sobre o caso, que foi encaminhado à Justiça. As informações são do G1. João Carlos Campanini, advogado do sargento, confirmou a informação "A justiça demorou mas reconheceu a injustiça que estava ocorrendo com o sargento. Em um país sério, que se preocupa com a presunção de inocência e primeiro apura para depois prender, esse encarceramento absurdo não teria acontecido", disse o advogado.

Clóvis Marcondes de Souza, de 70 anos, estava indo em direção a uma farmácia no dia 7 de maio quando foi baleado por um PM durante uma abordagem a dois homens numa moto. Ele não tinha nenhuma relação com os suspeitos. O disparo foi feito do interior da viatura. Uma câmera de segurança gravou o momento que o idoso é baleado na cabeça e cai na calçada.

Procurada, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o sargento vai permanecer afastado das suas atividades até o término das investigações.

"A Polícia Militar informa que foi notificada sobre o habeas corpus do policial e as devidas providências estão em andamento para dar cumprimento à decisão judicial. As apurações por parte da Instituição prosseguem e o agente permanecerá afastado das suas atividades até o término das investigações. O caso também é apurado por meio de inquérito policial instaurado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com acompanhamento do Ministério Público", disse a pasta em nota.

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