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Manifestações se espalham por 75 cidades e reúnem 1 milhão

Publicado sexta-feira, 21 de junho de 2013 às 08:13 h | Atualizado em 21/06/2013, 08:13 | Autor: Das agências
Mais de 300 mil pessoas ocuparam a rua central do Rio de Janeiro
Mais de 300 mil pessoas ocuparam a rua central do Rio de Janeiro -
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Os protestos em ao menos 75 cidades do Brasil reuniram cerca de um milhão de pessoas nas ruas do País. A maior concentração ocorreu no Rio de Janeiro, onde 300 mil pessoas tomaram a Presidente Vargas, no centro da cidade.

Em São Paulo, 100 mil se concentraram na Avenida Paulista, segundo estimativa da Polícia Militar. Trata-se dos maiores públicos registrados nas duas capitais desde o início das manifestações pela redução da tarifa de ônibus no País, há duas semanas.

A pauta de reivindicações passa por melhorias na saúde, educação e transporte. Além disso, apresentam críticas contra a corrupção e um novo grito de guerra praticamente comum: "Sem partido". Militantes de legendas que levavam bandeiras à concentração para a passeata no Rio, por exemplo, foram recebidos com vaias e palavras de ordem.

"O povo, unido, não precisa de partido", gritaram os manifestantes apartidários para um grupo que levava bandeiras do PSTU, PCB e PCdoB e descia a Rua Uruguaiana na direção à Avenida Presidente Vargas. "Sem partido", repetiam os manifestantes contrários à partidarização. "Sem fascismo",

Violência no Rio - Embora a manifestação de São Paulo tenha ocorrido de forma ordeira, houve confrontos com a PM e vandalismo em várias cidades, principalmente em Brasília. No Rio, onde ao menos 300 mil pessoas foram às ruas, um carro do SBT foi incendiado por um grupo de manifestantes na região central. Segundo a emissora, um jornalista ficou ferido.

A manifestação, que começou de forma pacífica, ficou tensa no início da noite na região da prefeitura. Morteiros juninos foram disparados pelos manifestantes e, em resposta, a polícia disparou bombas de efeito moral. Muitos se feriram no local.

As empresas ao redor da Prefeitura do Rio, como Petrobras e Correios, liberaram os funcionários mais cedo. As agências de bancos da região foram fechadas para o público, protegidas também com tapumes.

O secretário-executivo da Secretaria de Relações Institucionais, Diogo de Sant'ana, recebeu, nesta quinta-feira, 20, representantes das manifestações uma lista de reivindicações endereçadas à presidente Dilma Rousseff e pedido de audiência no Palácio do Planalto.

Segundo nota da pasta, os vários grupos têm oito pontos em comum: pedem políticas públicas e investimentos nas áreas da saúde, da educação e do transporte público, queixam-se de descaso diante dos indicadores crescentes de violência e falta de transparência do governo nos investimentos de dinheiro público nas obras da Copa do Mundo. Os representantes que entregaram o documento, os advogados Francisco Ribeiro de Paiva e Kayo Miranda Leite, dizem que, embora haja divergência entre os movimentos, essas pautas são comuns a todos.

O secretário Diogo de Sant'ana afirmou que o governo "está aberto ao diálogo e aguardará o contato dos manifestantes", diz a nota.

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