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Ministro diz que caminhoneiros preferem ter "prejuízo" como autônomos a trabalhar para empresa

Publicado às | Atualizado em 27/10/2021, 19:08 | Autor: Da Redação
Ele utilizou um exemplo pessoal para sugerir que os caminhoneiros se organizem para buscar melhorias para a categoria I Foto: Marcello Casal Jr. I Agência Brasil
Ele utilizou um exemplo pessoal para sugerir que os caminhoneiros se organizem para buscar melhorias para a categoria I Foto: Marcello Casal Jr. I Agência Brasil -
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O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, afirmou nesta quarta-feira, 27, que alguns caminhoneiros preferem ter "prejuízo" como profissionais autônomos, do que trabalhar para uma empresa "ganhando R$ 4 mil, R$ 5 mil".

Ele utilizou um exemplo pessoal para sugerir que os caminhoneiros se organizem para buscar melhorias para a categoria, que sofre com o aumento progressivo do combustível e ameaça fazer uma paralisação geral no próximo dia 1°.

"Se o cara não perceber que ele tem que se planejar para ser inserido no mercado, ele vai ter problemas. Tem coisas que o cara tem que pensar. Por exemplo, está sobrando vaga para contratação em empresas de transporte, mas o cara quer se autônomo tendo prejuízo, em vez de ser empregado de uma empresa ganhando R$ 4 mil, R$ 5 mil", disse.

Uma das possibilidades sugeridas também por Tarcísio foi a busca por formar cooperativas para buscar mais competitividade no mercado, conseguindo comprar peças e pneus mais baratos em quantidade. As informações são do UOL.

Criticado por lideranças dos caminhoneiros e pela Frente Parlamentar que representa o setor no Congresso, Tarcísio se reuniu novamente com o grupo e avisou que nada pode ser feito de imediato, mas que também não acredita que um movimento grevista possa ser benéfico no momento.

"Não acredito em greve para resolver problema, principalmente quando tem a porta do diálogo aberta. Não é chamando greve que você vai pressionar, porque a greve tem baixa efetividade. O que você vai conseguir com a greve é só ficar vários dias parado perdendo dinheiro", justifica.

O governo, segundo ministro, tem feito tudo ao seu alcance para tentar minimizar as consequências da disparada do preço do combustível, mas "não há soluções simples para problemas complexos".

"O mundo inteiro está pressionado com combustível. Qual a saída? Eu não sei, estamos quebrando a cabeça", disse. "Eu não tenho soluções, queria ter, seria bom para caramba, mas eu não tenho", afirmou.

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