MP do Paraná denuncia policial penal por homicídio de petista

Promotores apontam que confronto foi desencadeado pela preferência política da vítima

Publicado quarta-feira, 20 de julho de 2022 às 16:02 h | Atualizado em 20/07/2022, 16:02 | Autor: Da Redação
Guaranho matou Marcelo Arruda aos gritos de "aqui é Bolsonaro" segundo testemunho
Guaranho matou Marcelo Arruda aos gritos de "aqui é Bolsonaro" segundo testemunho -

O policial penal Jorge Guaranho foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná pelo homicídio do guarda municipal Marcelo Arruda no último dia 9 de julho. Um dos agravantes apontados pelos promotores foi o “motivo fútil”, “havendo a querela sido desencadeada por preferência político partidária”.

Segundo o promotor Tiago Lisboa Mendonça ainda faltam cinco laudos da perícia, incluindo o do celular do atirador, mas a ausência dos mesmos não impede o oferecimento da denúncia, que poderá ser alterada caso hajam fatos novos.

O guarda municipal de Foz do Iguaçu Marcelo Arruda, candidato a vice-prefeito pelo PT nas últimas eleições, foi assassinado a tiros durante sua festa de aniversário de 50 anos, na noite de 9 de julho. A festa tinha como tema o PT e fazia várias referências ao ex-presidente e pré-candidato Luiz Inácio Lula da Silva.

Por volta das 23h, Jorge Guaranho, que se declara apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL), foi ao local e discutiu com os participantes. Ele levava no carro a esposa e a filha, um bebê de colo. Após a primeira briga, na qual teve pedras atiradas contra seu veículo, Guaranho saiu, dizendo que voltaria. Minutos depois, voltou sozinho e armado e atirou em Marcelo, que revidou.

De acordo com as investigações, uma vigilante que estava no clube onde Marcelo Arruda foi morto, confirmou em depoimento que ouviu a frase “Aqui é Bolsonaro, porra!” vinda do policial penal federal. Ele teria proferido as palavras antes de atirar contra Marcelo.

A Polícia Civil do Paraná concluiu, no último dia 15 de julho, que o assassinato do guarda municipal e tesoureiro do PT não poderia ser enquadrado, juridicamente, como crime de motivação política. Mas, diante das críticas, o MP pediu mais diligências antes de se pronunciar, o que ocorreu nesta quarta-feira, 20.

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