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VÍDEO DE PROTESTO

Mulher negra tira a roupa para denunciar racismo em mercado

Professora aparece em vídeo no qual faz forte desabafo sobre a situação

Da Redação
Por Da Redação
| Atualizada em
Professora faz protesto após ser seguida por segurança em mercado
Professora faz protesto após ser seguida por segurança em mercado - Foto: Reprodução / Redes Sociais

A professora Isabel Oliveira retirou peças de roupa enquanto fazia compras em um supermercado da rede Atacadão, em Curitiba. O fato viralizou neste domingo, 9, após a mesma relatar ter sofrido racismo dentro do estabelecimento.

Ela contou que foi seguida pelo segurança a todo momento, assim que entrou no mercado para fazer as compras.

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Isabel chegou a sair sem fazer as compras, mas retornou com o marido, tirou as roupas, ficando apenas de calcinha e sutiã, como forma de protesto. A ação chegou a ser gravada em vídeo.

“Eu tive que fazer um escândalo dentro do mercado, gritando e pedindo para ser tratada com dignidade. E, aí agora eu tenho que provar que estou sendo perseguida”, disse a professora.

Em nota ao Portal A TARDE, a rede Atacadão disse que ouviu os funcionários e analisou as imagens de câmeras de segurança. No entanto, não identificou indícios de "abordagem indevida".

"Desde as primeiras manifestações da cliente no local, a supervisão e a gerência da loja se colocaram à disposição para ouvi-la e oferecer o devido acolhimento. Lamentamos que a cliente tenha se sentido da maneira relatada, o que, evidentemente, vai totalmente contra nossos objetivos. A empresa possui uma política de tolerância zero contra qualquer tipo de comportamento discriminatório ou abordagem inadequada. Realiza treinamentos rotineiros para que isso não ocorra e possui um canal de denúncias disponível, dando total transparência ao processo. Ressaltamos, ainda, que nosso modelo de prevenção tem como foco o acolhimento aos clientes, com diretrizes de inclusão e respeito que também são repassadas aos nossos colaboradores por meio de treinamentos intensos e frequentes", diz a nota da empresa.

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Tags

Curitiba racismo

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