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Não há esperança de encontrar sobreviventes, diz governador

Publicado quarta-feira, 18 de julho de 2007 às 10:36 h | Atualizado em 18/07/2007, 10:36 | Autor: A Tarde On Line
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Um acidente com um airbus 320 da TAM, vôo JJ 3054, aconteceu por volta das 18h45 desta terça-feira (17), no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O avião da TAM que vinha de Porto Alegre com destino a São Paulo, tinha a bordo 176 passageiros e, dentre eles, seis eram tripulantes.

O avião não conseguiu fazer o pouso, tentou arremeter, atravessou a avenida Washington Luís e se chocou com um prédio de triagem de carga da própria companhia e parte de um posto de gasolina, provocando uma explosão. No momento do acidente, a pista do aeroporto estava molhada.

O aeroporto de Congonhas ficou 25 dias fechado para uma reforma, concluída no último dia 29 de junho, sem sem fazer o grooving, procedimento que coloca ranhuras no solo para melhorar o escoamento da água e evitar derrapagens. Segundo o consultor em aviação Gianfranco Betting, a Infraero é culpada pelo acidente.


Sem esperança

Não há informações exatas sobre o número de vítimas, mas o governador de São Paulo, José Serra, que acompanhou o trabalho de resgate, disse não ter esperança de encontrar sobreviventes no interior da aeronave. “Para se ter uma idéia da violência desse tipo de acidente, os bombeiros me disseram que nessas condições o calor chega ser de mil graus dentro do avião”, declarou Serra.

Se confirmado o prognóstico, este terá sido o pior acidente aéreo ocorrido no Brasil. Até então, o maior ocorreu há 10 meses, quando um Legacy chocou-se contra uma aeronave da GOL que transportava 156 pessoas. O acidente desencadeou a maior crise da história da aviação brasileira, que ficou conhecido como apagão aéreo.

Resgate

O capitão Mauro Lopes, porta-voz do Corpo de Bombeiros, declarou que 13 vítimas foram resgatadas com vida do prédio da TAM Express, com a morte de três funcionários já confirmadas. Até o início da madrugada, 31 corpos carbonizados já haviam sido retirados dos escombros do edifício e da fuselagem do avião.

Uma parte do prédio da TAM já ruiu. Segundo um frentista, os funcionários do posto de gasolina ao lado do prédio da TAM conseguiram fugir a tempo de se salvarem.

No local do acidente, trabalharam 225 bombeiros dos Grupamentos da Capital e Grande São Paulo, com apoio de 76 viaturas e 12 motocicletas. Os corpos das vítimas do acidente aéreo foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) central, localizado na rua Enéas de Carvalho Aguiar, próximo ao Hospital das Clínicas.

A polícia orientou os parentes das vítimas a procurarem a Sala de Situação da empresa aérea TAM, instalada na ala oficial do Aeroporto de Congonhas, para se informar sobre os procedimentos que serão adotados para a identificação das eventuais vítimas do vôo JJ 3054. No local um representante da Polícia Técnico-Científica ficou de plantão prestando esclarecimentos.

Revolta

No aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, o clima foi de tensão e desespero. Horas depois de confirmado o acidente, a TAM ainda não havia disponibilizado uma lista de passageiros a bordo do avião incendiado. Revoltados com a falta de informações, parentes dos passageiros ameaçaram invadir a sala onde o gerente estava, o que fez a Infraero pedir reforço policial, aumentando ainda mais o inconformismo.

Em Brasília, o presidente Lula cancelou os compromissos agendados para esta quarta-feira e pediu ao comandante da aeronáutica, Juniti Saito, que se dirigisse ao local do acidente. Lula também convocou uma reunião de emergência no Palácio do Planalto, onde foi instalado um gabinete de crise, formado pelos ministros Waldir Pires, Dilma Rousseff, Walfrido Mares Guia e Franklin Martins.


Reflexos

Os vôos destinados a Congonhas foram desviados para o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, em Guarulhos, e o Aeroporto de Viracopos, em Campinas.

No aeroporto Tom Jobim, aviões que deveriam partir de São Paulo, com escala no Rio tendo o Nordeste como destino, não puderam levantar vôo. Em Salvador, seis vôos sofreram atrasos.

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