Oito estados prometem punição para policiais que aderirem a atos no 7 de setembro

Publicado sábado, 04 de setembro de 2021 às 10:49 h | Atualizado em 04/09/2021, 11:03 | Autor: Redação

A possível adesão de policiais militares aos atos a favor do presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) no dia 7 de setembro, tem feito com que as esferas estaduais se movimentem para coibir a atividade.

Um levantamento do jornal O Globo com 26 governos estaduais, além do Distrito Federal, revelou que oito gestões já se comprometeram com a punição de oficiais e praças que participarem das manifestações. Outros dez ainda não deixaram posição clara sobre o assunto, sete não responderam e dois afirmaram que os membros da corporação são livres para comparecer desde que sem farda.

Com cada uma das 27 Polícias Militares do Brasil possuindo seu próprio regimento disciplinar, a tendência é de que haja variações na resposta aos atos.

Em nota, o Governo do Rio de Janeiro, que tem Cláudio Castro (PL) à frente, reiterou “ser defensor da liberdade de expressão e respeitar qualquer ato de manifestação pacífica", além de afirmar que a ação da PM "é regulada pelo Regimento Interno".

Já em São Paulo, onde o governador João Dória (PSDB) já exonerou um comandante da polícia que fez convocação para os atos da próxima terça-feira, afirmou que “policiais militares da ativa, conforme a legislação, são proibidos de participar de eventos de caráter político-partidário. Toda e qualquer denúncia de descumprimento das normas vigentes são rigorosamente apuradas e punidas, se confirmadas”.

Além de São Paulo, estão entre os estados que pretendem punir policiais que se manifestarem Bahia, Paraíba, Espírito Santo, Maranhão, Piauí, Amazonas e Roraima.

Anteriormente, o governador Rui Costa (PT-BA) afirmou não ter receio das manifestações e garantiu que os policiais não "participarão de atos fora da constituição".

Algo corroborado pelo secretário de Segurança Pública da Bahia, Ricardo Mandarino, que afirmou que o governo tem monitorado pequenos grupos dentro da PM-BA que são favoráveis aos atos e negou a chance de uma ruptura institucional.

"Quem quiser fazer manifestação, faça. A favor ou contra o governo. Agora, atos de violência, depredação do patrimônio público privado e outras ações dessa natureza, nós estamos empenhados para não deixar que isso aconteça", completou o titular da SSP-BA.

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