AVALIAÇÃO
Prefeito finge ser morador em situação de rua para avaliar a própria gestão
Durante o período em que permaneceu disfarçado, o prefeito percorreu diferentes pontos da cidade


O prefeito de Criciúma, em Santa Catarina, Vagner Espíndola, conhecido como Vaguinho, passou cerca de 20 horas disfarçado de morador de rua para acompanhar de perto a realidade enfrentada por pessoas em situação de vulnerabilidade e avaliar o funcionamento dos serviços públicos oferecidos pelo município.
A experiência ocorreu no dia 10 de julho de 2025 e foi registrada em vídeo, posteriormente divulgado nas redes sociais do gestor. A proposta inicial era permanecer 24 horas nas ruas, mas a ação foi encerrada antes do previsto após ele ser reconhecido por uma equipe da assistência social da própria prefeitura.
Durante o período em que permaneceu disfarçado, o prefeito percorreu diferentes pontos da cidade, pediu ajuda em semáforos, recebeu alimentos de moradores e chegou a arrecadar R$ 5 em cerca de 15 minutos. Segundo ele, a experiência permitiu observar de forma mais próxima a rotina enfrentada por quem vive nas ruas.
Momento marcante
Um dos momentos que mais chamou atenção ocorreu quando Espíndola cruzou com a própria esposa e os filhos sem ser identificado. Para o prefeito, a situação demonstrou o grau de invisibilidade social enfrentado diariamente pela população em situação de rua.
À noite, ele circulou pela região do bairro Pinheirinho e dormiu sob a marquise da Igreja Santa Bárbara. O experimento terminou na manhã seguinte, quando foi abordado por um integrante da assistência social que tentava oferecer ajuda. Após a abordagem, o prefeito revelou sua identidade.
De acordo com Espíndola, o objetivo da iniciativa era compreender melhor a realidade das pessoas em situação de rua e avaliar a eficácia das políticas públicas desenvolvidas pelo município. Toda a ação foi acompanhada à distância por um fotógrafo da prefeitura, sem interferência nas abordagens.
Em publicação nas redes sociais, o prefeito afirmou que defende ações voltadas à retirada das pessoas das ruas com dignidade, aliadas a medidas de acolhimento e reinserção social.