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Testemunha acusa Marquito de ficar até com a restituição de IR

Luiz Vassallo, Rádio Estadão, Alexandre Hisayasu e Adriana Ferraz | Estadão Conteúdo

Por Luiz Vassallo, Rádio Estadão, Alexandre Hisayasu e Adriana Ferraz | Estadão Conteúdo

30/03/2016 - 7:54 h | Atualizada em 19/11/2021 - 7:25

Uma nova testemunha afirmou ao Ministério Público Estadual (MPE) que foi obrigada a devolver até a restituição do Imposto de Renda para o gabinete do vereador Marco Antônio Ricciardelli, o Marquito (PTB). O parlamentar é investigado por suspeita de reter, com seu assessor Edson Roberto Pressi, parte dos salários dos funcionários, conforme revelado pela Rádio Estadão e pelo jornal O Estado de S. Paulo.

A testemunha não teve o nome revelado. Ela afirmou ao promotor Cassio Conserino que trabalhou por dois anos no gabinete de Marquito como assessora parlamentar. Tinha a função de visitar comunidades carentes e atender eleitores. Ela ficava a maior parte do tempo fazendo trabalhos externos.

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O salário bruto era de R$ 14 mil, que caía para R$ 11 mil líquidos. Porém, a assessora era obrigada a devolver R$ 9 mil e só ficava com pouco mais de R$ 2.300. A testemunha apresentou holerites e disse que todo dia 25 de cada mês (data do pagamento) sacava o dinheiro para ser repassado para o parlamentar. Os valores, segundo ela, eram entregues para Pressi.

O que chamou a atenção de Conserino foi que a testemunha foi obrigada a devolver R$ 5 mil dos R$ 5.500 que recebeu de restituição do Imposto de Renda. Ela também devolvia 13º salário e o dinheiro das férias. "O objetivo é investigar essa situação do gabinete que foi trazida por testemunhas. Num segundo momento, investigaremos se outros gabinetes também são adeptos dessa odiosa prática de possível corrupção", afirmou Conserino.

Suplente

Com a proximidade das eleições, Marquito deve perder o cargo de vereador suplente amanhã. Funcionários do gabinete já se preparam para deixar seus postos com o aguardado retorno de Jean Madeira (PTB), dono da mandato.

A saída de Marquito prejudica a abertura de processo interno contra o parlamentar. Segundo o líder do PTB, vereador Paulo Frange, a Corregedoria não pode investigar ex-vereador. "Mas o partido não vai se calar diante das denúncias. Vamos apurar o que tem sido divulgado." Marquito e Pressi não responderam aos pedidos de entrevista. Nas redes sociais, Marquito negou as acusações.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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