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Chefe de prevenção de Salvamar comenta acidentes no Circuito Dodô

Comparado com outros carnavais, a edição desse ano tem menos registos de coma alcoólico

Lucas Franco e Redação
Por Lucas Franco e Redação
| Atualizada em
Salvamar atua da Barra até Ondina no Carnaval. De chapéu amarelo, Jou Oliveira
Salvamar atua da Barra até Ondina no Carnaval. De chapéu amarelo, Jou Oliveira - Foto: Lucas Franco | Ag. A TARDE

Até o final da tarde deste domingo, 19, os oito postos da Salvamar distribuídos no Circuito Dodô (Barra/Ondina) têm registrado mais casos de queda em balaustrada do que em outras edições da folia momesca, é o que afirma o chefe de prevenção e treinamento da Coordenação de Salvamento Marítimo (Salvamar), Jou Oliveira, em entrevista ao Portal A TARDE.

"As pessoas têm se excedido muito por conta da bebida. Teve um senhor que caiu da balaustrada, bateu a cabeça e teve escoriações. Já uma menina, caiu, quebrou o femo, teve hemorragia interna e, se não tivesse sido resgatada em duas horas, poderia vir a morrer", afirma Jou, que coordena um posto próximo do Cristo.

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Ocorrências de coma alcoólico durante a festa, em 2023, não aconteceram até então. "A embriaguez dos foliões, mesmo os que são resgatados no mar, nós temos conseguido resolver na própria praia", conta Jou.

Durante o dia a dia, a área de atuação da Salvamar é do Jardim de Alah até a Praia de Ipitanga. Porém, há 42 anos a coordenadoria vinculada à Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) atua no Carnaval de Salvador. "A gente conduz junto com a Gmar [13° Grupamento de Bombeiros Militar] um trabalho integrado [no Carnaval de Salvador]", contextualiza Jou.

Nos três primeiros dias do Carnaval de Salvador, foram registradas 736 prevenções, que são alertas e orientações verbais ou com apitos aos banhistas e embarcações próximas da praia; 44 afogamentos não-fatais; e 4 S.O.S., todos por quedas de balaustrada.

Orientações

Durante o Carnaval na capital baiana, o 13° Grupamento de Bombeiros Militar (13° GBM/Gmar) está reforçando as ações nas praias da Barra e Ondina, com 107 militares, entre guarda-vidas e equipe náutica, além de equipamentos como motos aquáticas e botes.

"Historicamente, as ocorrências que mais atendemos durante esse período são relacionadas a crianças perdidas e atendimento pré-hospitalar (APH), por isso atuamos de forma ainda mais intensa na prevenção. Quando distribuímos as pulseiras de identificação para as crianças, orientamos os banhistas sobre os cuidados e riscos", explicou o comandante do 13° GBM/Gmar, major BM Francisco Duarte.

Ainda de acordo com o oficial, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas é uma das principais causas do APH. "Muita gente ingere álcool demasiadamente e em seguida entra na água, o que é muito perigoso. Devemos lembrar que bebida alcoólica e mar não combinam, vamos ter cuidado", pontuou.

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