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Carnaval: descubra cuidados para você sair ileso da maratona

Dicas sobre alimentação, hidratação e cuidados essenciais para os foliões

Ana Cristina Pereira

Por Ana Cristina Pereira

02/02/2026 - 8:34 h

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Imagem ilustrativa da imagem Carnaval: descubra cuidados para você sair ileso da maratona
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No ano passado ela chegou macetando sem dó nem piedade. Não estamos falando da música do Carnaval nem da presença de Ivete Sangalo na festa. E sim da virose que se alastrou pela cidade logo após os cinco dias de farra, batizada de Energia de Gostosa, numa analogia à popularidade do hit, como acontece todos os anos. Pois já é tradição que a música chiclete também vai nomear os diferentes quadros virais resultantes da mistura entre aglomeração, cansaço, má alimentação e ingestão de bebidas alcóolicas.

Com a estudante de produção cultural Beatriz Silva os sintomas chegaram ainda durante o Carnaval, que para ela acabou no domingo, com dor no corpo, prostração, enjoo e febre. “Foi muito chato, pois tinha programado sair com vários amigos e não conseguia nem levantar da cama”, conta Beatriz, que reconhece que esticou a corda. Além das prévias, ela iniciou a agenda festiva quinta-feira, misturada com trabalho e pouco descanso. Mas garante que aprendeu a lição: “Tomei a vacina da gripe, fiz uma programação bem mais light e vou reforçar a alimentação. Dessa vez ela não vai me pegar”, brinca.

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Faltando dez dias para o início da festa, ainda vale a pena correr para o posto de saúde? A infectologista Lorena Galvão explica que a proteção gerada pela vacina leva cerca de 10 a 14 dias para ser efetiva, portanto não haverá uma resposta completa no Carnaval. Ainda assim, reforça, vale a pena se imunizar e garantir a proteção para o restante do ano.

“Também é importante estar com as vacinas para hepatite B, hepatite A, COVID-19 e tríplice viral atualizadas. Para quem pretende viajar para áreas de risco, é necessário checar a imunização para febre amarela. E como nesse período de folia os ferimentos, cortes e quedas são comuns, também se deve conferir se a vacina contra o tétano está atualizada”, lista a especialista, que integra as equipes do Hospital da Bahia e da Clínica AMO.

Sem contusões - Além de reforçar a imunidade, é preciso respeitar os limites do corpo. Para garantir as muitas horas atrás do trio elétrico ou simplesmente andando para chegar e sair dos circuitos, o personal trainer Gênesis Monteiro diz que o combo perfeito é boa alimentação, descanso e hidratação. “Sabemos que é difícil manter a dieta e ainda tem o alto consumo de álcool, que favorece à desidratação e piora a ressaca”, diz Gênesis, aconselhando a ingestão de água pelo menos a cada três cervejas.

Para evitar dores e lesões, observa, é fundamental usar um calçado confortável, que seja capaz de absorver o impacto do esforço extra e concentrado em poucos dias. O que significa um bom tênis, de preferência já amaciado no dia a dia, e com meia, que deve ser trocada diariamente. Havaianas e rasteirinhas nem pensar.

“Um calçado errado pode provocar um grande desgaste no joelho”, afirma Gênesis, mandando um recado para as mulheres, comumente muito afetadas por desgastes na região do joelho devido à gestações, sapato de salto alto e sobrepeso: “Nada de ficar combinando sapato com o look, pois no meio do Carnaval ninguém vai ficar olhando para seu pé”.

Para quem está sedentário, o personal recomenda cautela, algumas caminhadas leves para pegar ritmo e exercícios de alongamento. Eles podem ajudar bastante, até mesmo no meio circuito, no caso de alguma dor fora de hora. “Segura no amigo e alonga a panturrilha no meio fio mesmo”, ensina, desaconselhando treinamentos pesados. “Agora só dá para se preparar para o Carnaval do ano que vem”, brinca o personal.

Água e filtro solar - Na mesma linha de cuidados e redução de danos, a também personal Maviniê Nunes diz que, para pés doloridos, vale chegar em casa e colocá-los em uma bacia de água morna. E também fazer alongamentos na cama, jogando as pernas para um lado e o corpo para o outro. Na rua, ela destaca a importância de evitar os horários de sol muito forte, se hidratar e não esquecer do filtro solar. “No mais é um tênis confortável e roupas leves e fáceis de usar. Não aconselho as meninas a usar body, por exemplo, pois dá muito trabalho na hora de fazer xixi”, ensina a personal, que trabalha orientando pessoas ou grupos em condomínios.

Apaixonada por Carnaval, Maviniê talvez precise contrariar a regra de só usar tênis e roupinhas confortáveis na folia. Ela é uma das finalistas ao título de Rainha do Carnaval, cuja eleição acontece na noite desta segunda-feira, no Hotel Fiesta. Caso seja uma das três escolhidas, vai ter que cumprir uma agenda de compromissos oficiais, com looks dignos da realeza momesca. “É uma segunda maratona, mas tenho me preparado, com treinos e acompanhamento nutricional, pois quero estar bem e levar alegria, força e diversidade para a festa”, diz a moça.

Alimentos não podem ser preparados nas ruas

Saber o que comer na rua, durante o Carnaval, é outro ponto que exige cuidados redobrados, para evitar intoxicações e infecções gastro-intestinais. Carnes sem refrigeração, molhos com maionese e preparações com higiene precárias também acabam interrompendo a festa de muita gente. E nesse caso, a regra é clara: pessoas que manipulam alimentos só estão autorizadas a finalizá-los nas ruas, ou seja, assar, fritar ou montar os pratos. Não podem prepará-los no meio da rua.

Quem faz o alerta é Gilmara Sodré, subcoordenadora de Alimentos, Processos e Licenciamento Sanitário da Vigilância Sanitária (Visa). O órgão da prefeitura municipal fica responsável pelo comércio formal e informal de alimentos e bebidas, seja nas ruas, bares, restaurantes e food trucks posicionados nos circuitos da festa. “É um desafio muito grande, mas nossas equipes estarão a postos 24h e as pessoas que presenciarem irregularidades podem procurar os postos da Visa nos circuitos”, afirma Gilmara.

Ela explica que os trabalhadores credenciados para vender alimentos estão sendo treinados sobre normas e regras, mas o folião também precisa ficar de olho. Não deve, por exemplo, comprar produtos expostos, como cachorro quente, espetinhos de carne e salgados. Eles devem estar embalados, em refrigeradores, caixa térmica ou isopor. Já a maionese, a mostarda e o ketchup só devem ser consumidos em sachês individuais.

Na última quinta-feira, o órgão, em parceria com a Diretoria de Serviços Públicos da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) fez a pré-vistoria e licenciamento dos food trucks que estarão nas ruas. Serão observados pontos como equipamentos (chapa, coifa, freezer), parte hidráulica, segurança e extintores de incêndio, além da solicitação de cardápio e o fluxo de atendimento. “Eles vão receber um documento de liberação e durante o Carnaval serão vistoriados na rua para vermos se estão cumprindo o acordado”, diz Gilmara.

Ela também faz um alerta sobre o consumo de bebidas destiladas, devido às recentes contaminações por metanol. Os comerciantes foram orientados a só comprarem produtos com selos do Ministério da Agricultura, rótulos com informações claras e a guardarem as notas fiscais, como medida para uma necessidade de rastreabilidade. “Se o consumidor tiver dúvidas, deve buscar informações e pedir para ver a garrafa”, aconselha.

CAMPANHAS NACIONAIS

Pule, Brinque, Cuide - Lançada pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), reúne órgãos do governo federal e dos estados, além de organizações da sociedade civil, para sensibilizar e conscientizar a população sobre a importância da proteção infantil. A ação fortalece a responsabilidade coletiva na prevenção e no enfrentamento de violações de direitos, como o abuso sexual e o trabalho infantil no Carnaval e incentiva denúncias através do disque 100.

Se liga ou eu ligo 180 - Campanha de proteção das mulheres e enfrentamento à importunação sexual e às violências de gênero. Com a mensagem direta, se baseia em três eixos: o direito das mulheres à festa e ao espaço público, a afirmação de que violência não faz parte do Carnaval e a responsabilidade coletiva no enfrentamento ao assédio. Todas as peças da ação divulgam a Central de Atendimento à Mulher, o Ligue 180.

Sem Racismo o Carnaval Brilha Mais - A campanha do Ministério da Igualdade Racial valoriza a cultura negra e combate o racismo na festa. E contará com leques e adesivos chamando atenção para a prevenção e o enfrentamento de práticas racistas, como injúria racial, fantasias ofensivas, violências simbólicas e discriminação.

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