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Parceria com blocos afro irá para além do Carnaval, diz Jerônimo

Governador lembrou que o edital Ouro Negro de 2024 prevê ações posteriores à folia momesca

Publicado terça-feira, 09 de janeiro de 2024 às 20:24 h | Atualizado em 09/01/2024, 20:50 | Autor: Leilane Teixeira e Lula Bonfim
Governador fala sobre relação do governo do estado com os blocos afro do Carnaval baiano
Governador fala sobre relação do governo do estado com os blocos afro do Carnaval baiano -

No evento de lançamento do tema do Carnaval da Bahia em 2024 — “50 anos dos blocos afro: Nossa energia é ancestral” —, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) comentou que a parceria da gestão estadual com as instituições carnavalescas afro-brasileiras permanecerá após a folia momesca, com uma relação que deve se estender por todo o ano.

Essa nova relação já vinha sendo planejada desde 2023, com o lançamento do edital Ouro Negro de 2024, que já previa o apoio do governo da Bahia aos blocos afro do estado não só no Carnaval de Salvador, mas em diversos eventos populares espalhados pelo estado no decorrer do ano.

“Nessa reunião agora, com os blocos afros da Bahia, nós deliberamos sobre o carnaval, essa homenagem, mas também nós preparamos um diálogo para, durante o ano, dois, três anos à frente. Nós vamos rever políticas, vamos rever leis, rever orçamentos. A intenção nossa é, dentro do possível, do orçamento nosso, a gente poder valorizar os projetos sociais que os blocos desenvolvem, projetos educativos, projetos comunitários”, afirmou o Jerônimo.

“Muitas pessoas que não conhecem acham que os blocos afro, depois que fecham o Carnaval, fecham a porta e só voltam ano que vem. Não. Os projetos sociais, educativos, culturais, se desenvolvem durante todo o ano. E aquilo tem custo de energia, de água, de pessoal, de material”, justificou o governador.

Jerônimo não descartou a possibilidade de, passado o Carnaval, encaminhar para a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) um projeto para alterar a lei que regulamenta o Ouro Negro, facilitando a ampliação das atividades previstas pelo edital. Para isso, o governo deve voltar a se reunir com os blocos afro, visando tratar do tema.

“Nós estamos pedindo para a gente poder visitar o conteúdo, atualizar o que está ali. Se for o caso, rever a lei que regulamenta o Ouro Negro, para a gente poder atualizar e modificar, agora com o governo federal, os editais que foram lançados, tanto da Paulo Gustavo quanto da Aldir Blanc, que também fortalecerão essas ações”, complementou o petista.

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