CARNAVAL
Tomate promete agitar com o hit Bote Fé


"Carnaval, alegria, toda fantasia se mistura com a fé. Bote, bote, bote fé na vida todo santo dia, todo santo é forte no céu da Bahia", diz a letra da música Bote Fé, aposta do cantor Tomate para o Carnaval deste ano.
Lançada esta semana - após a estreia, há três meses, do hit Docinho de Amor -, Bote Fé, segundo o cantor, foi inspirada na identidade sagrada e profana da cultura baiana.
"Na foto que a gente trabalha, estou vestido de padre. As pessoas dizem que isso é polêmico. O padre simboliza a igreja, é ele quem vai dar a palavra e vai dar o alívio ao fiel. O cantor de trio faz algo similar, alivia a dor das pessoas e está se aliviando também ali em cima", contou Tom, como é chamado, carinhosamente, pelos fãs.
Tomate se diz um cara de fé. "Sou louco por São Franciso de Assis, é a oração que mais gosto e que vou gravar um dia", avisa. "Fé é você acreditar, e para acreditar não precisa ter religião. É preciso termos fé em nós e em nossos sonhos, acreditar na vida todo dia, porque cada dia a gente mata um leão, não é verdade?", refletiu.
"Bote Fé é a canção 'salgada'. Vai ter também a doce, que é Docinho de Amor. Essa música é a cara do Carnaval e Carnaval é alegria", explica o artista.
Eclético, Tomate define que, além de falar de fé, a nova música mistura rap e pagode. "Tem um coro e as pessoas pensam que a gente gravou na igreja. Não. Sou eu e mais três pessoas. Gravamos as nossas vozes, uma sobre a outra, e colocamos o som reverberando. Com isso, ficou parecendo o coro de uma igreja, tem um canto de guerra indígena 'ôôô' e depois vira pagode".
Docinho de Amor, composta pelos baianos Fabinho O'brian, Ivan Brasil e Dito, é uma música que tem uma identidade diferente. "É bem sugestiva, é a cara do Carnaval. É alegre e não tem um tom pejorativo, que é algo que eu me preocupo bastante. Fala que a vida e o amor são doces. O doce é o açúcar da vida, tudo que é açúcar agita a gente", esclarece ele, ao rebater insinuações de que a música faria referência a drogas.
"Apesar de algumas pessoas interpretarem: 'Ah, docinho é droga!', digo que não tem nada a ver. Está relacionado a querer bem. As pessoas vão dizer 'vem cá meu docinho de Carnaval'. Tem a ver com paquera e provocação, que é algo comum no Carnaval", diz.
Desfile
Tomate vai puxar o bloco Fissura 77 no circuito Dodô (Barra-Ondina) na sexta e sábado de Carnaval. Além dos dois dias em Salvador, ele vai agitar em Votuporanga, São Paulo, e Muzambinho, Minas Gerais.
"As novidades do Carnaval acontecem espontaneamente, eu não premedito ou planejo. Isso acontece muito comigo. Nada é programado, as coisas acontecem na semana da festa e muitas vezes na hora mesmo", afirmou o ex-vocalista da banda Rapazolla.