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Trabalhadores condenam precarização dos empregos temporários

Carine Aprile Iervese
Por Carine Aprile Iervese

Na opinião de Everaldo Augusto da Silva, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), todas as formas de trabalho temporário fazem parte de uma política de precarização do trabalho, que muitas vezes contraria os direitos dos trabalhadores. “Geralmente são empregos de baixa remuneração, sem amparo previdenciário, que enfraquecem ainda mais o mercado interno”, declarou.



Percival Bispo, presidente da Associação dos Trabalhadores Cordeiros, de Apoio e Similares (Assindcorda), afirma que a categoria vem encontrando dificuldades para fazer valer os direitos dos mais de 50 mil cordeiros que atuam nos dias de folia. Segundo ele, cada trabalhador deve receber uma diária de R$ 14, mais vale-transporte, lanche e equipamentos de segurança como luvas e protetores auriculares.



José Ramos Félix da Silva, presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Salvador, diz que o regime de contratação temporária prejudica seus associados pois, segundo ele, nesta época do ano, os temporários são levados a assumir uma carga de trabalho acima do normal.



Os músicos buscaram a DRT para preservar seus direitos, estabelecidos pela portaria 3.236/78, que trata da contratação desses profissionais. A portaria determina que toda empresa que contratar músicos precisa estar cadastrada na DRT. De acordo com o Sindicato dos Músicos Profissionais do Estado da Bahia (Sindimúsicos), as empresas não estão cumprindo os contratos estipulados.

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