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CIÊNCIA & TECNOLOGIA

Lei Pop Ciência coloca Bahia como pioneira na educação científica

Destaque de 2025, legislação é a primeira do País a tratar especificamente do estímulo à ciência nas escolas

Redação

Por Redação

22/12/2025 - 2:54 h

Os avanços na promoção da educação científica nas escolas – e a consequente popularização da ciência – foram o principal destaque nas áreas de ciência, tecnologia e inovação na Bahia, na avaliação dos gestores públicos dos setores.

Para o secretário Marcius Gomes, professor doutor da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), que está à frente da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) desde agosto, a sanção da Lei Pop Ciência Bahia, é a principal mostra desses avanços no Estado.

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“A sanção da Lei Pop Ciência, bem como o Decreto Pop Ciência Jovem, que regulamenta a Lei, um instrumento compartilhado pela Secti e a Secretaria da Educação (SEC), posicionam a Bahia como pioneira no Brasil”, argumenta. “Somos o primeiro estado do País a ter uma legislação específica para tratar sobre este tema tão importante, que é a educação científica, mostrando o compromisso dos governos estadual e federal com a ampliação do conhecimento ao acesso científico, tecnológico e inovador nos 27 territórios de identidade da Bahia.”

A Lei Pop Ciência foi lançada com as presenças do governador Jerônimo Rodrigues e da ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, que anunciaram investimentos de R$ 67,3 milhões para a educação científica. Ela estabelece princípios, diretrizes e ações voltados à democratização, interiorização e inclusão da ciência e da tecnologia no ambiente estudantil, para fortalecer a participação da sociedade no processo científico em seus territórios. Com o reforço na educação científica, a expectativa é que novas ações de apoio e fomento sejam colocadas em prática.

“Acabamos de ver o maior Encontro Estudantil do Brasil, que reuniu, sob a liderança da secretária Rowenna Brito (da SEC), 10 mil estudantes na Fonte Nova, com 650 projetos científicos nascidos nas escolas e que foram apresentados durante os três dias de evento”, destaca o secretário. “A Secti auxilia para que esses projetos sejam transformados em possibilidades para o desenvolvimento socioeconômico nos territórios.”

Um exemplo das ações às quais o titular da Secti se refere é o Edital Clube de Ciências, lançado pela Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), dentro do contexto do Pop Ciência, que visa a apoiar até 400 professores da rede estadual de ensino que coordenam ou desejam criar clubes de ciências, com investimento de R$ 8 milhões. A Secti agora estrutura outras frentes, como a Trilha de Inovação, o Selo Bahia Faz Ciência e o Projeto Jovens Embaixadores da Ciência.

“Essas ações, previstas no Pop Ciência, vão permitir que possamos apoiar estudantes e professores de forma assertiva”, afirma Gomes. “No caso da Trilha, por exemplo, os jovens vão passar por um processo semelhante ao desenvolvido no Parque Tecnológico da Bahia, ou seja, incubação, aceleração e registro/valorização de patentes.”

Destaque com o projeto Biocimento, o professor Thales Nascimento, do Cetep Sisal, da cidade de Serrinha, reforça a importância da educação científica nas escolas. “Por meio da ciência, os alunos aprendem a pensar, questionar, resolver problemas e tomar decisões de forma mais consciente”, ressalta. “Além disso, a ciência desperta a curiosidade, incentiva o cuidado com o meio ambiente e prepara os estudantes para os desafios do futuro.”

O jovem cientista Thiago Ferreira, estudante do 3º ano de Administração no Cetep Sisal, conta que sua vida mudou a partir do momento que conheceu o poder transformador da ciência. “Participar de um projeto científico na escola foi o que me fez ganhar muito conhecimento, tendo a oportunidade de desenvolver a oratória e algo inovador que pode ajudar a minha comunidade”, explica. “A experiência de conhecer vários lugares no Brasil e no mundo é extraordinária, sendo um reconhecimento do nosso trabalho.”

Conectividade avança

O lançamento do Conecta Bahia 2, do Programa Território Inovador e o avanço do mapeamento dos ecossistemas de inovação são outros exemplos que o secretário Marcius Gomes destaca como avanços de políticas públicas da Secti que marcaram o ano e terão continuidade em 2026.

Novos 1.500 pontos de conexão gratuita serão entregues a partir de 1º de janeiro. “O Conecta Bahia leva internet gratuita para quem mais precisa e, nesta segunda etapa, a prioridade é para povos originários e comunidades tradicionais”, destaca o secretário. “Desta forma, promovemos conectividade significativa, permitindo que cidadãos acessem, por exemplo, serviços e políticas de governo.”

O mapeamento dos ecossistemas de inovação, uma parceria da Secti com o Sebrae, tem como objetivo mapear e qualificar as localidades, elevando em 25% a maturidade desses ecossistemas. Dez municípios já realizaram diagnósticos completos para fortalecimento da cultura inovadora: Salvador, Lauro de Freitas, Alagoinhas, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Alagoinhas, Barreiras, Camaçari, Entre Rios, Ilhéus e Luís Eduardo Magalhães.

Já o Programa Território Inovador será expandido para outros territórios de identidade. A iniciativa, que capacitou, em parceria com o Consórcio de Desenvolvimento Sustentável do Alto Sertão, 50 jovens, estimula o desenvolvimento local com base em ciência, tecnologia e inovação, oferecendo às juventudes oportunidades de geração de emprego e renda.

Fapesp bate recordes de investimentos em 2025

Na Fapesb, o ano foi marcado por editais estruturantes, novas parcerias institucionais e avanços em cooperação internacional, ampliando oportunidades para pesquisadores, estudantes e empreendedores. Entre os destaques está o lançamento da 8ª edição do PPSUS, maior investimento da história do programa na Bahia, com R$ 10 milhões para pesquisas voltadas ao SUS.

Também ganhou força o edital Falciforme 4, que destina R$ 4 milhões a estudos sobre saúde da população negra, especialmente doença falciforme. São destaques ainda o edital de R$ 7,8 milhões para promover transformação digital nos municípios e o de R$ 3,2 milhões para pesquisas em prevenção e resposta a riscos e desastres. No ambiente do empreendedorismo inovador, o Programa Centelha 3, lançado em novembro, tem o objetivo de impulsionar a criação de novas startups de base tecnológica e reforçar o ecossistema estadual de inovação.

Para o diretor-geral da Fapesb, Handerson Leite, o ano também marcou avanços na internacionalização, com programas que intensificaram a mobilidade, as redes transnacionais e a cooperação com grupos europeus de excelência. Iniciativas como os editais MOVE e PUBLI fortalecem a participação de pesquisadores baianos em eventos nacionais e internacionais e auxiliam na realização de publicações científicas.

De acordo com ele, 2025 foi mais um ano em que a Fundação manteve um bom rendimento, com um conjunto de contratações importantes para a ciência e tecnologia baianas, consolidando avanços importantes. “Nosso compromisso é transformar o conhecimento produzido na Bahia em inovação e qualidade de vida para a população”, afirma. “Em 2026, pretendemos ampliar ações estruturantes, fortalecer parcerias estratégicas e intensificar o apoio aos pesquisadores.”

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