PREMIADO
Hoje nos cinemas: filme transforma circos do Nordeste em poesia
Misturando ficção e realidade, novo longa brasileiro acompanha artistas itinerantes em uma jornada sobre memória, arte e passagem do tempo


Depois de conquistar prêmios em festivais nacionais e internacionais, Mambembe chega aos cinemas brasileiros nesta quarta-feira, 14.
O novo longa do diretor Fabio Meira, conhecido por trabalhos como As Duas Irenes e Tia Virgínia, aposta em uma mistura entre documentário e ficção para retratar a resistência dos pequenos circos itinerantes do Norte e Nordeste do país.
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A produção entra em cartaz em cidades como Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre e Belo Horizonte, levando para as telas uma narrativa construída ao longo de 15 anos.
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O longa acompanha três mulheres ligadas ao universo circense — Índia Morena, Madona Show e Jéssica — que cruzam o caminho de um misterioso topógrafo nômade interpretado por Murilo Grossi.
A partir desse encontro, o filme desenvolve uma trama sobre arte, desejo, memória e os impactos do tempo na vida de seus personagens.
No elenco estão Índia Morena, considerada uma das maiores referências da arte circense no Brasil e reconhecida como Patrimônio Vivo de Pernambuco, além da artista potiguar Madona Show e da atriz Dandara Ohana, que interpreta Jéssica, uma ex-artista circense de Belém.
O longa utiliza as próprias trajetórias das personagens para criar um filme em que realidade e encenação se misturam constantemente.
Uma produção construída ao longo de 16 anos
O projeto nasceu há 16 anos, quando Fabio Meira ainda concluía seu curso de cinema em Cuba. Ao longo do tempo, o diretor retomou a ideia incorporando ao processo criativo as transformações vividas tanto pelos personagens quanto pelos realizadores.
Em Mambembe, o próprio ato de filmar passa a fazer parte da narrativa, transformando o cinema em elemento central da história.
A proposta do longa é também uma homenagem aos circos itinerantes brasileiros, especialmente os pequenos grupos que percorrem cidades do interior mantendo viva uma tradição artística popular. A música, os deslocamentos e a relação próxima entre artistas e público aparecem como parte essencial dessa experiência.
Premiações no Brasil e no exterior
Antes mesmo da estreia nacional, o longa acumulou reconhecimento em importantes festivais de cinema. O filme foi exibido na Première Brasil do Festival do Rio, além de integrar a programação da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, do Forumdoc.BH e do CinePE.
No Festival de Cinema de Vitória, venceu os troféus de Melhor Filme, Melhor Interpretação para Índia Morena e Menção Honrosa para Madona Show, além do Prêmio Sesc Glória. Já no Panorama Internacional Coisa de Cinema, em Salvador, conquistou Melhor Filme e Melhor Montagem.
O reconhecimento continuou em outros eventos importantes do circuito nacional. No FICA, venceu Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Montagem. Já no Festival Guarnicê de Cinema, foi consagrado como Melhor Filme pelos júris técnico e popular, além de render prêmios de atuação para Dandara Ohana, Madona Show, Índia Morena e Murilo Grossi.
Internacionalmente, Fabio Meira também recebeu o prêmio de Melhor Diretor no Bravo Film Festival, em Los Angeles. O longa ainda passou pelo Festival Internacional de Cinema de Mar del Plata e venceu o Prêmio do Júri no Festival Internacional de Cinema Brasileiro em Milão.


