Caatinga brasileira recebe centenas de ciclistas
Prova transforma a região de Santa Teresinha

Distante cerca de 200 km de Salvador, o município de Santa Teresinha, no interior da Bahia tem um período do ano que se transforma num grande hotel, para receber centenas de atletas, participantes da Sub100 Challenge, uma das maiores provas de montain bike da América |Latina.
A cidade, com pouco mais de 10 mil habitantes, não tem capacidade hoteleira para abrigar os quase 2 mil atletas da competição e, por esse motivo, os moradores transformam boa parte das suas casas em verdadeiros hotéis, para receber os competidores de mais de 20 Estados brasileiros.
A prova desse ano, realizada no último final de semana, gerou cerca de 2,5 milhões de renda para a região, com mais de 300 casas de moradores sendo alugadas para os competidores. Além disso, também são ocupados os hotéis de cidades próximas, como Castro Alves, Milagres e Itatim, completando com hospedagens gratuitas em creches e alojamentos das prefeituras.
Santa Teresinha fica localizada numa região com uma formação rochosa ideal para a prática do montain bike e por isso foi escolhida pela Federação Bahiana de Ciclismo para abrir esse importante evento.
Essa prova de montain bike tem um formato único no Brasil e é organizada na Bahia desde 2014, pela Federação e a empresa Suba 100, com grande sucesso, envolvendo mais de 300 pessoas, o que fortalece a geração de emprego.
Denominada de prova de montain bike multi stage (por ter mais de um estágio), a competição é disputada em dois dias com provas de 160 e 80 km e as categorias, quase 20, seguem as regras da Federação e são divididas por idade (individual) ou duplas (com o somatório da idade dos competidores).
Os organizadores e participantes elogiam o cenário da prova: “É único, dizem. Os competidores enfrentam, nos dois estágios da prova, parte em meio a mata atlântica e suas características e outro trecho, em meio à caatinga brasileira.
Segundo eles, “pode parecer um ambiente hostil, com um “sol para cada um”, com as formações rochosas encontradas na região, transformadas em verdadeiras “ilhas terrestres” e que dão um toque todo especial a este desafio”.
Além de contribuir com a prática saudável do esporte, a competição também fortalece o fomento da região e realiza um trabalho de cunho social, junto à comunidade.
A organização da prova realiza a distribuição de cestas básicas, a doação de material esportivo para as crianças, carentes da região, que também recebem treinamento, além do plantio de árvores.
E é pensando no meio ambiente, que os organizadores da prova proíbem dos atletas, o descarte de qualquer lixo durante todo o trajeto da competição. Isso só pode ser feito, obrigatoriamente, nos locais de descartes sinalizados e é passível de desclassificação.
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