A recuperação do Paço da ACB

Publicado quarta-feira, 08 de setembro de 2021 às 06:02 h | Atualizado em 07/09/2021, 18:58 | Autor: Da Redação

Solenemente inaugurado em 1817, o palácio sede da Associação Comercial da Bahia (ACB) é uma jóia que, desde então, adorna o bairro do Comércio e encanta baianos e turistas que diariamente transitam pela Praça Riachuelo. Com notável mérito arquitetônico, a edificação em forma de pavilhão foi construída pelo arquiteto português Cosme Damião da Cunha Fidié, em estilo Neoclássico, sob os alicerces do Forte de Sa~o Fernando.

“O Paço da ACB faz parte da arquitetura remanescente do estilo na Cidade do Salvador, preservando, até hoje, os seus elementos decorativos que possibilitam a leitura do monumento, a informação do seu uso e toda a simbologia do seu conceito”, descreve o engenheiro civil e vice-presidente da ACB, Carlos Gantois.

Com mais de 200 anos de uso, a construção vem sofrendo com o desgaste natural. Diante disso, a diretoria da entidade está executando uma nova intervenção para preservação do seu acervo arquitetônico. Com recursos da iniciativa privada, de associados e programas incentivados, a previsão é que as obras sejam executadas ao longo dos próximos 18 meses. 

Serão restauradas todas as fachadas, incluindo adornos, impermeabilização do piso do pódio frontal e posterior, obturações de lacunas na base das fachadas, reposição de 430 pedras de olaria preto e branco, recomposição das instalações elétricas, de ar condicionado, iluminação e sonorização, envolvendo ainda os jardins e os gradis, além de adequações necessárias para visitação pública, como implantação de acessibilidade (rampas e banheiros para pessoa com deficiência), elevador e monitoria patrimonial e virtual.

O projeto de restauro do palácio da ACB foi desenvolvido e será executado pelo Studio Argollo, que tem à frente o professor-restaurador José Dirson, o administrador Valdemar Silvestre e a consultora museológica Jane Palma. Por se tratar de um patrimônio tombado, todo o planejamento passou por análise, aprovação e autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), com a coordenação técnica de Flor de Lis Dantas e Cardoso.

Também vice-presidente da casa, Marcos Cidreira conta que o palácio sede guarda muito da história da cidade, do estado e do país. “Foi palco da chegada do Polo Petroquímico de Camaçari, da implantação do Centro Industrial de Aratu e de importantes avanços na indústria, no comércio, nos serviços e no agronegócio. Além de contribuir para o resgate da nossa autoestima, queremos que a recuperação do Paço da Associação Comercial da Bahia contribua ativamente para a retomada da nossa economia”, celebra o empresário.

Como complementa Gantois, a expectativa da diretoria da ACB é que, conjuntamente com a requalificação do bairro do Comércio, o desenvolvimento das atividades portuárias e uma programação turística para a região, a disponibilização da sede da ACB para eventos empresariais, sociais e visitação pública contribua também como mais uma opção de lazer e cultura para a cidade e para o estado.

Publicada às quartas-feiras, a coluna mostra a atuação da Associação Comercial da Bahia na defesa do empresariado baiano

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