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Bolsa Família: até quando seremos cúmplices dessa escravidão moderna?

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Paulo Cavalcanti, presidente da  Associação Comercial da Bahia (ACB)
Por Paulo Cavalcanti, presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB)
Paulo Cavalcanti, presidente da  Associação Comercial da Bahia (ACB)
Paulo Cavalcanti, presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB) -

A Constituição Federal, em seu artigo 203, assegura a assistência social a quem dela necessitar, sem exigir contribuição prévia à seguridade social. Esse princípio é fundamental para garantir dignidade a pessoas em situação de vulnerabilidade. No entanto, o que deveria ser um suporte temporário se transformou em um mecanismo de controle político e perpetuação da pobreza, mantendo milhões de brasileiros reféns do assistencialismo estatal.

O problema não está na existência do Bolsa Família, mas na ausência de um plano claro para que seus beneficiários consigam, de fato, sair dele. O Estado, em vez de promover autonomia e desenvolvimento, estimula uma mentalidade de dependência, enquanto impede avanços reais no salário mínimo por questões fiscais. Se há dinheiro para ampliar benefícios assistenciais, por que não há para aumentar significativamente o salário mínimo e melhorar as condições do trabalhador?

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Se o Estado se beneficia dessa dependência, o que explica o silêncio da sociedade civil organizada e das instituições que representam a classe produtiva? Onde estão os que deveriam estar exigindo reformas estruturais que garantam emprego, desenvolvimento econômico e a libertação da população desse sistema perverso?

O Brasil tem um setor produtivo forte, mas que, muitas vezes, prefere negociar com o governo vantagens pontuais em vez de liderar um movimento real de transformação. As grandes entidades empresariais assistem passivamente à degradação da consciência cidadã, enquanto o cidadão que trabalha e paga impostos carrega sozinho o peso de sustentar um modelo que não se sustenta.

É hora de romper com esse modelo falido. A nova filosofia social e política que precisamos adotar é a da Consciência Cidadã Participativa Transformadora.

• A classe produtiva precisa sair da inércia e exigir políticas que incentivem o trabalho, a geração de empregos e a autonomia dos cidadãos.

• As entidades da sociedade civil devem abandonar o discurso politicamente conveniente e assumir um papel ativo na construção de uma cultura de cidadania responsável.

• Os cidadãos que trabalham e pagam impostos precisam entender que o Estado não é um provedor divino, mas uma estrutura sustentada por eles – e que, se nada for feito, continuarão pagando a conta da ineficiência governamental.

O Brasil só será verdadeiramente livre quando sua população compreender que nenhuma nação se desenvolve às custas do assistencialismo eterno. A única saída é o desenvolvimento da Inteligência Cidadã, uma nova forma de pensar a política e a sociedade, que nos permita abandonar a mentalidade de dependência e assumir a responsabilidade da nossa própria transformação.

Se não agirmos agora, seguiremos deixando o caminho livre para que esta verdadeira escravidão moderna se perpetue. E não seremos apenas cúmplices dela. Pior do que isso, seremos também as vítimas desse modelo ineficiente que limita o avanço social e econômico.

A mudança está ao nosso alcance e participar de iniciativas como o Movimento Via Cidadã é um caminho consistente neste sentido.

Vamos abraçar esta causa e juntos transformar o nosso país?

Ainda há tempo. Pau na Máquina!

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