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Por Armando Avena

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Publicado quinta-feira, 05 de fevereiro de 2026 às 5:36 h | Autor: Armando Avena - A TARDE

2026: um ano com duas pegadas

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Imagem ilustrativa da imagem 2026: um ano com duas pegadas
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O ano de 2026 vai ser bom para a economia, mas vai ter duas pegadas: uma de crescimento, outra de incerteza. No primeiro semestre, a economia vai deslanchar e haverá oportunidade de negócios. Isso vai acontecer, por um lado, porque a isenção do imposto de renda para quem ganha menos de R$ 5000,00 por mês vai aumentar a renda disponível da população e beneficiar mais de 15 milhões de pessoas.

Serão injetados na economia cerca de R$ 28 bilhões, estimulando o consumo e aquecendo setores como o comércio, transportes, alimentação e serviços. Estima-se que isso resulte em um aumento de 0,3% no PIB. Por outro lado, o início do ciclo de queda na taxa de juros, já anunciado para março pelo Banco Central, vai tornar o crédito mais barato, estimular investimentos e dar fôlego adicional à atividade econômica. E, para completar, haverá a Copa do Mundo de 2026, que vai durar dois meses e costuma gerar picos de consumo em segmentos como turismo, varejo e entretenimento.

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Esses fatores combinados podem criar um ambiente mais propício ao crescimento econômico na primeira metade do ano.

No ano, diferentes projeções apontam que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve ficar em torno de 1,6% a 2,2%, continuando em expansão, embora em ritmo mais lento, sustentado pelo consumo das famílias e pelo setor de serviços.

Mas no segundo semestre o calendário político vai se impor e influenciar a economia. É verdade, que eleições significam, em alguma medida, a ampliação de gastos públicos, além de estimular segmentos específicos na área de publicidade, transporte, serviços e outros. Mas, historicamente, períodos pré-eleitorais no Brasil são acompanhados por incertezas e instabilidades crescentes nos mercados e no ambiente de investimentos.

A volatilidade no câmbio e nos mercados financeiros vai aumentar, à medida que as projeções sobre as políticas econômicas dos candidatos começarem a ser avaliadas. Com isso, no segundo semestre, poderá haver expectativas negativas relacionadas à inflação, juros e a questão fiscal. E, inevitavelmente, cessarão os investimentos até que o novo quadro político fique mais claro. As incertezas do segundo semestre serão um freio no crescimento econômico do primeiro semestre, pois muitos agentes econômicos vão adotar uma postura mais defensiva frente às perspectivas do resultado eleitoral.

Tudo indica, portanto, que 2026 deverá ser um ano de crescimento com duas dinâmicas distintas. No primeiro semestre, a combinação de aumento da renda disponível, início do ciclo de queda dos juros, estímulo ao consumo e eventos de porte tendem a sustentar um ambiente econômico mais aquecido.

Já no segundo semestre, o peso do calendário eleitoral deve se impor, trazendo consigo maior volatilidade, cautela nos investimentos e revisões frequentes de expectativas.

Por isso, ao tempo em que é preciso aproveitar a janela de dinamismo do primeiro semestre, é preciso também estar atento aos riscos e incertezas que costumam acompanhar os meses que antecedem uma eleição presidencial.

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