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Por Eduardo Athayde*

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ACERVO DA COLUNA
Publicado Wednesday, 02 de August de 2023 às 10:11 h • Atualizada em 03/08/2023 às 8:21 | Autor:

Era da IA Generativa

Uma análise do impacto da Inteligência Artificial generativa

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Imagem ilustrativa da imagem Era da IA Generativa
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O impacto e os riscos potenciais da Inteligência Artificial generativa, um tipo de sistema de IA capaz de gerar texto, imagens ou outras mídias em resposta a solicitações em linguagem comum, transcendem as fronteiras nacionais, exigindo um escopo global para novas políticas e soluções tecnológicas. A Rede Global WWI (Worldwatch) vem acompanhando os esforços das organizações internacionais, como a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), na busca de parceiros para participar do novo Desafio Global para Construir Confiança na Era da IA Generativa.

Em apenas alguns meses, a IA generativa passou de discussões técnicas de laboratório para notícias diárias de primeira página. Tem potencial para revolucionar as indústrias e a sociedade e já é utilizado em diversos setores para criar conteúdo individualizado e escalável, automatizar tarefas e melhorar a produtividade.

A IA generativa, entretanto, pode ser mal utilizada com graves consequências negativas por meio de desinformação, deepfakes e outros conteúdos manipulados. Isso pode provocar sérias repercussões sociais, políticas e econômicas em grande escala, como distorcer o discurso público, criar e espalhar teorias da conspiração e outras desinformações, influenciar eleições, distorcer os mercados e incitar a violência.

Reconhecendo o potencial transformador e disruptivo da IA generativa, o G7 incentivou organizações internacionais, como a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a Parceria Global em Inteligência Artificial (GPAI), a promover a cooperação internacional e explorar desenvolvimentos de políticas relevantes e projetos práticos, inclusive sobre questões relacionadas à desinformação.

Nesse contexto, a OCDE, o Banco Interamericano para o Desenvolvimento (BID), o Global Partnership on Artificial Intelligence (GPAI), a IEEE Standards Association e a UNESCO estão unindo forças para promover a colaboração global, a confiança e a transparência em relação à IA generativa. Um problema dessa magnitude exige uma ação coletiva.

O impacto e os riscos potenciais da IA generativa transcendem as fronteiras nacionais, exigindo um escopo global para novas políticas e soluções tecnológicas. A OCDE e seus parceiros iniciais AI Commons e VDE estão agora trabalhando com GPAI, BID, IEEE SA e UNESCO para formar um desafio global aberto e competitivo para construir confiança na era da IA generativa, que será conduzido por uma coalizão única de organizações multilaterais, governos, empresas, instituições acadêmicas e organizações da sociedade civil.

AI Commons é uma iniciativa sem fins lucrativos em parceria com o ecossistema de praticantes de IA, empreendedores, acadêmicos, participantes da indústria de IA e indivíduos focados na IA como um bem comum. O Instituto VDE é uma das maiores organizações de tecnologia da Europa, considerada sinônimo de inovação e progresso tecnológico há mais de 125 anos.

É crucial mitigar esses riscos e criar resiliência contra o uso indevido da IA generativa. Uma das ameaças mais críticas da IA generativa é a proteção e promoção da informação como um bem público, conforme conceituado na Declaração de Windhoek+30, documento criado e assinado por um grupo de jornalistas africanos em um seminário da Unesco em 1991 em Windhoek, Namíbia, reconhecendo que a informação é um bem público, exigindo uma internet aberta para permitir o livre fluxo de informações, cujos princípios foram referendados adotados pelos Estados Membros da UNESCO em 2021.

Este desafio reunirá tecnólogos, formuladores de políticas, pesquisadores, especialistas e profissionais para apresentar e testar ideias inovadoras que promovam a confiança e combatam a disseminação da desinformação exacerbada pela IA generativa. Ao atingir seus objetivos, o desafio fornecerá evidências tangíveis sobre o que funciona e o que não funciona, gerando abordagens comprovadas que podem ser adaptadas e dimensionadas em todo o mundo.

Eduardo Athayde é diretor da Rede WWI no Brasil*

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