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A TARDE AGRO

Bioenergia fará o agro crescer em 2026

Confira a coluna A TARDE Agro desta segunda-feira, 5

José Luiz Tejon | tejon@grupoatarde.com.br
Por José Luiz Tejon
Colheita de algodão no oeste da Bahia
Colheita de algodão no oeste da Bahia - Foto: Fazenda Bela Vista / Divulgação

As incertezas e os fatores incontroláveis sempre fizeram parte das análises econômicas e das perspectivas da vida na Terra e dos seus setores. Porém as forças contraditórias, o imprevisto parece ser uma marca indelével nas realidades o que fez com que o professor Daniel Khaneman, ganhador do Nobel da economia em 2002, assegurasse que: “economia é totalmente revestida de fatores da sorte, do acaso, não é ciência exata”.

Então no início de 2026 é relativamente fácil reverberar os fatos negativos como a decisão de China e de México criando salvaguardas para seus setores internos fixando tarifas nas importações, e fazendo contas frias do quanto irão impactar nossas exportações brasileiras.

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Mas, porém, todavia, contudo, existem muitos números que ficam relativamente ocultos, ou não percebidos nos faróis dos analistas de impactos presentes, além de surpreendentes aspectos como quem poderia imaginar Nova York a cidade mais importante dos Estados Unidos e do mundo ter um prefeito totalmente oposto ao presidente Trump?

Coisas da lei das teses, antíteses e sínteses. No agro brasileiro temos hoje um preparo consolidado e abertura comercial com todas as nações do planeta, bem como uma competência reconhecida planetariamente da ciência e da pesquisa tropical, onde Embrapa recebe reconhecimentos mundiais. E surge então um movimento extraordinário na transição energética biorenovável a partir da incorporação de solos degradados em agricultura regenerativa criando etanol, biodiesel, saf, biogás, biometano.

Recebi da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) do Estado de São Paulo o balanço energético nacional de 2025 o significativo registro de que o Brasil apresentou 50% da sua oferta interna energética de fontes renováveis. E o próprio Estado de São Paulo, 59%. Enquanto no mundo a Organização dos Países Desenvolvidos (OCDE) registraram 13,2% de renováveis.

As fontes hidráulicas, solar, eólicas, biogás, e os modelos originados de grãos, agroflorestais, oferecerão impulsionamentos marcantes e significativos trazendo uma nova matriz econômica para dentro do agronegócio, além de alimentos, fibras, também o biocombustível.

Para as leis do comércio, as mudanças são sempre as maiores certezas, porém a confiança, principalmente nos aspectos da alimentação sempre falarão mais alto e nesse ponto o Brasil é o mais confiável fornecedor dentre todos, por ter tamanho, qualidade e ser uma nação onde todos os povos do mundo um dia vieram se estabelecer. Uma civilização tropical única como o sociólogo Domenico de Masi sempre fez questão de enaltecer.

Ao final de 2026 fica aqui a nossa aposta, o complexo agro nacional vai crescer e terá na bioenergia alavanca fundamental de desenvolvimento.

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Agricultura regenerativa Agronegócio brasileiro 2026 Bioenergia Brasil Daniel Kahneman economia exportações brasileiras fontes renováveis SAF combustível transição energética

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