Bioenergia fará o agro crescer em 2026
Confira a coluna A TARDE Agro desta segunda-feira, 5

As incertezas e os fatores incontroláveis sempre fizeram parte das análises econômicas e das perspectivas da vida na Terra e dos seus setores. Porém as forças contraditórias, o imprevisto parece ser uma marca indelével nas realidades o que fez com que o professor Daniel Khaneman, ganhador do Nobel da economia em 2002, assegurasse que: “economia é totalmente revestida de fatores da sorte, do acaso, não é ciência exata”.
Então no início de 2026 é relativamente fácil reverberar os fatos negativos como a decisão de China e de México criando salvaguardas para seus setores internos fixando tarifas nas importações, e fazendo contas frias do quanto irão impactar nossas exportações brasileiras.
Mas, porém, todavia, contudo, existem muitos números que ficam relativamente ocultos, ou não percebidos nos faróis dos analistas de impactos presentes, além de surpreendentes aspectos como quem poderia imaginar Nova York a cidade mais importante dos Estados Unidos e do mundo ter um prefeito totalmente oposto ao presidente Trump?
Coisas da lei das teses, antíteses e sínteses. No agro brasileiro temos hoje um preparo consolidado e abertura comercial com todas as nações do planeta, bem como uma competência reconhecida planetariamente da ciência e da pesquisa tropical, onde Embrapa recebe reconhecimentos mundiais. E surge então um movimento extraordinário na transição energética biorenovável a partir da incorporação de solos degradados em agricultura regenerativa criando etanol, biodiesel, saf, biogás, biometano.
Recebi da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) do Estado de São Paulo o balanço energético nacional de 2025 o significativo registro de que o Brasil apresentou 50% da sua oferta interna energética de fontes renováveis. E o próprio Estado de São Paulo, 59%. Enquanto no mundo a Organização dos Países Desenvolvidos (OCDE) registraram 13,2% de renováveis.
As fontes hidráulicas, solar, eólicas, biogás, e os modelos originados de grãos, agroflorestais, oferecerão impulsionamentos marcantes e significativos trazendo uma nova matriz econômica para dentro do agronegócio, além de alimentos, fibras, também o biocombustível.
Para as leis do comércio, as mudanças são sempre as maiores certezas, porém a confiança, principalmente nos aspectos da alimentação sempre falarão mais alto e nesse ponto o Brasil é o mais confiável fornecedor dentre todos, por ter tamanho, qualidade e ser uma nação onde todos os povos do mundo um dia vieram se estabelecer. Uma civilização tropical única como o sociólogo Domenico de Masi sempre fez questão de enaltecer.
Ao final de 2026 fica aqui a nossa aposta, o complexo agro nacional vai crescer e terá na bioenergia alavanca fundamental de desenvolvimento.
Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.
Participe também do nosso canal no WhatsApp.
