Carta: Voz do 10º CNMA para a COP30
Mulheres representantes do Agro e da COP30 definem a estratégia brasileira

Ao final do 10º CNMA - Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, uma mesa de síntese foi constituída, com a participação de Juliana Lopes, diretora de ESG e Compliance da Amaggi; Karla Spotorno, jornalista da Agência Estado; Paula Packer, chefe da Embrapa Meio Ambiente, e Marcello Brito, secretário enviado especial para a COP30. Ele coube ser o porta-voz das conclusões do painel, que contou com a minha moderação como curador do CNMA.
Karla Spotorno destacou um sentimento positivo em relação à COP30, vitrine para o País, e a importância do ambiente de floresta, enquanto as três últimas COPs ocorreram em biomas semiáridos. Para ela, problemas com logística e acomodações ocorreram em todas as edições, enfatizando que o Brasil tem pela frente um ano de presidência da COP30: “É ponto de partida, e não de chegada”.
Juliana Lopes ressaltou os ganhos que o Brasil já tem, como um ativo ambiental, ao cumprir compromissos ambientais e climáticos extraordinários, como o Plano ABC - Agricultura de Baixo Carbono, plantio direto e avanços no sistema Integração Lavoura Pecuária e Floresta (ILPF), que contribuem para o aumento da produtividade, reduzindo áreas para a agropecuária.
Paula Packer reforçou os saltos extraordinários do Plano ABC e o sistema ILPF, mostrando ainda mais a contribuição brasileira para mitigar efeitos das mudanças climáticas. Pesquisas realizadas, como pecuária carbono neutro, farão parte cada vez mais da moderna gestão do agro nacional.
Marcello Brito destacou a inteligência de mercado para ambiente e clima, com estratégias de negociações e de comunicação para todo o planeta, considerando os diferenciais da realidade tropical, não só de grandes grupos empresariais, mas de comunidades, a exemplo das ribeirinhas, no próprio bioma amazônico. “Ao Brasil cabe liderar e reunir o mundo num sentido evolutivo, da busca de harmonia na condução sustentável da economia”, disse Brito, que considera estar no desafio racional, mental e de consciência digna da vida na Terra, o fator exponencial vital para a presidência brasileira nesta próxima COP30.
Finalizamos com a síntese que Marcello Brito definiu: Energia, indústria e transporte - a transição; Florestas, oceano e águas; Cidades; Sistemas alimentares cada vez mais bio-orientados; Dimensão social da transição; Financiamento e tecnologia como tema transversal.
Ressaltamos a proposta visionária de Marcello Brito: “Cabe ao Brasil conquistar a justa percepção que merecemos, obtendo reconhecimento dos demais stakeholders mundiais, muito mais do que numa autoexacerbação egocêntrica que, ao invés de conquistar corações e mentes, termina por afastá-los das boas realidades nacionais ainda não percebidas. Precisamos de competência e inteligência emocional no diálogo mundial”.
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