Indústria de alimentos e bebidas cresce e custos também

Nesta semana, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos e Bebidas (Abia), João Dornellas, e a presidente do conselho diretor, Grazielle Parenti, apresentaram os resultados de 2021.
Faturamento total cresceu de 789 bilhões e 200 milhões de reais em 2020, para 926 bilhões e 600 milhões de reais em 2021. O setor representa 10,6% do PIB, gera mais de 21 mil empregos e demonstra resiliência para continuar crescendo mesmo com custos elevados, na variação 2020/2021.
- O café subiu 60%
- Óleo de palma 55%
- Soja 43%
- Milho 43%
- Açúcar 33%
- Trigo 28%
- Leite 24%
Os insumos em geral demonstram um espetáculo de crescimento de custos, na variação 2020/202.
Por exemplo:
- Embalagens ficaram 100% mais caras
- Petróleo 67,4%
- Energia 43%
O food service sofreu com o fechamento de bares e restaurantes e, nesse setor, há uma expectativa positiva de retomada para 2022. 74% das vendas da indústria de alimentos e bebidas ficam no mercado interno e 26% nas exportações.
Os alimentos industrializados representam 51,6% das exportações e em natura 45,2%.
Ásia e China, países árabes e União Europeia os nossos maiores clientes.
João Dornellas e Grazielle Parenti trabalham com os seguintes indicadores para o país e o setor em 2022:
- PIB crescendo apenas 0,5% a 1%
- Vendas do setor crescendo de 1,5% a 2%
- Empregos crescendo de 0,5% a 1%
O setor, mesmo com perspectiva de PIB pífio, espera crescer mais em 2022 e ainda conta com uma safra dentro dos prognósticos da CONAB.
Sem dúvida, o tamanho da safra 2021/22 será crucial para nossa economia e todo setor de alimentos e bebidas. Precisamos desesperadamente de um planejamento estratégico agroindustrial do Brasil.
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