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A TARDE Agro

Por José Luiz Tejo

ACERVO DA COLUNA
Publicado segunda-feira, 30 de março de 2026 às 7:48 h | Autor: José Luiz Tejo

Jovens produtores incluem biogás na gestão do setor

Transformação de dejetos em biogás e biofertilizantes impulsiona economia no campo

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Produção
Produção -

Uma ação importante no setor da proteína animal está em desenvolvimento no Brasil – e também no mundo.

Exemplos nacionais marcantes, como da sra. Maria Antonieta, líder do setor lácteo, diretora da Abraleite, no qual na propriedade dela os dejetos da atividade leiteira são processados num biodigestor, transformados em biofertilizantes, biometano, bioeletricidade. E tudo isso utilizado nas lavouras de café, com ótimo resultado.

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Da mesma forma, na Cooperativa Primato, de Toledo no estado do Paraná, um investimento em “bioplantas”, ao lado da MWM, marca da Tupy, permite oferecer biofertilizantes aos agricultores, onde além da economia circular e da abertura dessa região para o mercado de carbono, isso se transforma em uma fonte adicional de receita para a cooperativa, além de aumentar a segurança da disponibilidade e do acesso a ótimos fertilizantes.

Também assistimos essas iniciativas no Salão de Agricultura de Paris, na França, com diversas palestras em um “mundo bio”, reunindo grandes marcas de alimentos à agricultura e pecuária regenerativas, passando a ser uma tendência inexorável: os dejetos, os resíduos, o “lixo” sendo transformado em saúde. E, também, melhorando a rentabilidade da atividade agropecuária.

Alunos internacionais do MBA com dupla diplomação na França, da Audencia Business School e, no Brasil, na Fecap, FAM - Food & Agribusiness Management, de passagem por São Paulo, visitaram a indústria e a área de descarbonização da MWM, marca da Tupy, uma empresa hoje voltada para o desenvolvimento de biodigestores, instalações e a construção de bioplantas que permitem produzir biofertilizantes e biometano para a movimentação de veículos e máquinas, e bioeletricidade para aumentar a segurança da energia elétrica da propriedade. E, ainda, exportar o excesso em áreas onde esses acordos já possam ser realizados.

Mas, acima e além de tudo isso, quando nós olhamos pelo ponto de vista do marketing da atividade da proteína animal, vamos compreendendo que a carne do futuro terá, além das práticas inovadoras que já estão à disposição e sendo realizadas no Brasil ao longo de toda a cadeia produtiva – desde a genética até a industrialização e chegada nos pontos de consumo e de vendas como os supermercados –, que se valer intensamente dessa visão clean. Um ciclo de vida de produto de ponta a ponta totalmente saudável.

Saúde passa a ser o sinônimo do alimento e, doravante, isso está no conceito one planet one health. Transformar dejetos, resíduos e os incômodos dos odores, além do uso de parte importante dos produtores nas suas propriedades com lagoas de dejetos não terá mais lugar no futuro.

Os alunos internacionais de vários continentes nesta visita citada acima saíram muito impressionados com as realidades brasileiras em evolução no contexto bioenergético, biogás e ambiental da proteína animal.

Em visita à Savencia, queijos Polenghi recém adquiriram a Quata, da mesma forma a sustentabilidade e o biogás cada vez mais integrados na gestão e na avaliação da performance da empresa e dos seus executivos.

Agradecemos a MWM, marca da Tupy, pela recepção, visita e extraordinária aula.

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