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A TARDE Agro

Por José Luiz Tejon | [email protected]

ACERVO DA COLUNA
Publicado segunda-feira, 03 de abril de 2023 às 6:45 h | Autor: José Luiz Tejon | [email protected]

Sem inteligência de marketing o agro sofre

O crime e a ilegalidade precisam contar com tolerância zero

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Sem inteligência de marketing os 95 % ou os 99% corretos perdem o jogo
Sem inteligência de marketing os 95 % ou os 99% corretos perdem o jogo -

Na China semana passada, o presidente da Apex Jorge Viana falando no seminário do CEBRI disse: “nós, brasileiros, deveríamos parar de dizer fora do Brasil que o Brasil não tem problema ambiental. Nós temos e faz muito tempo“. E demonstrou com dados o quanto da floresta amazônica foi desmatada se transformando em pecuária, agricultura, e floresta secundária (Estadão 28/3). Recebi centenas de manifestações de “repúdio“ das mais diversas entidades do setor.

Muito bem, Jorge Viana revelou um aspecto que temos, o desmatamento. Porém, termina por associar uma premissa de um problema antigo realizado por criminosos e a ilegalidade com a “marca“ do agronegócio brasileiro como se fosse essa a segunda premissa desse “raciocínio lógico“. O desmatamento, crime, ilegalidade existe no país? Sim. Mas por que ocorre a sua associação vinculada a uma outra premissa de uma atividade que está longe de ser a responsável direta pelo fato? Voltando aos estudos do Prof Dr Raoni Rajao, hoje diretor do departamento de controle de política de desmatamento e queimadas do Ministério do Meio Ambiente que afirmou num estudo no início deste ano: “não passa de 5% o ilegal dentro do agronegócio“. E como outro estudo inédito da Serasa Experian agro, numa amostra alta de 10% sobre contratantes de crédito rural e/ou seguro em 2022, foram estudados 163.300 produtores rurais, dos diversos extratos fundiários, e 99% deles concluídos como corretos, legais e aprovados nas práticas ESG (meio ambiente, responsabilidade social e governança), apenas 1% com altos riscos ambientais.

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O crime e a ilegalidade precisam contar com tolerância zero, mas o raciocínio lógico exige premissas verdadeiras para evitarmos conclusões equivocadas. Agora, além do setor ficar furioso com o Presidente da Apex, estaria na hora de uma ótima auto crítica, e pergunto: uma atividade onde até dados e provas em contrário constatamos 95% a 99 % de seus agentes corretos nas conformidades ESG, por que esse macro segmento não obtém a justa percepção, imagem e reputação?

Sem inteligência de marketing os 95 % ou os 99% corretos perdem o jogo para os 5% ou 1% incorretos, é a lei das percepções.

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