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Jogo da memória tricolor

Confira a coluna do jornalista Leandro Silva

Leandro Silva
Por Leandro Silva
Thaciano abriu o placar para o Bahia contra o Dragão
Thaciano abriu o placar para o Bahia contra o Dragão - Foto: Catarina Brandão/EC Bahia

O jornalista esportivo Paulo Vinícius Coelho publicou na terça-feira, dia 24, um texto chamado “Jogo da memória. Sabe quantas vezes o time da sua vida jogou junto?”. Nele, PVC provocava, trazendo grandes formações do passado de vários clubes, decoradas pelos torcedores, e presentes no imaginário coletivo como muito recorrentes, mas que, na realidade, contabilizavam poucas atuações. Respondendo à provocação, tentei transportar a ideia para a realidade tricolor. Você sabe quantas vezes Ronaldo, Tarantini, João Marcelo, Claudir, Paulo Róbson, Paulo Rodrigues, Gil, Bobô, Zé Carlos, Marquinhos e Charles, que formam a escalação decorada do título brasileiro de 1988, jogaram juntos naquela campanha?

Apenas uma partida. Justamente o empate em 0 a 0, no Beira-Rio, em Porto Alegre, contra o Internacional, que garantiu o título brasileiro. Apenas um jogo foi o suficiente para eternizar esses 11 nomes no imaginário da nação tricolor. Em quatro outras partidas, pelas quartas de finais e pelas semifinais daquele Brasileiro, o mestre Evaristo de Macedo mandou a campo um time bem parecido, com 10 desses 11 nomes. Em três delas, nos dois jogos contra o Sport, e na partida do Maracanã, contra o Fluminense, a única diferença foi a ausência de Marquinhos, substituído por Sandro. No jogo de volta, na Fonte Nova, contra o Fluminense, a única alteração foi a ausência do zagueiro João Marcelo, substituído por Newmar.

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A escalação mais utilizada por Evaristo naquela campanha, contando com sete nomes da formação da final, foi composta por: Sidmar, Tarantini, João Marcelo, Pereira e Paulo Róbson; Paulo Rodrigues, Gil, Bobô e Zé Carlos; Sandro e Renato. Esse time atuou junto por cinco rodadas consecutivas, do 12º ao 16º compromisso, contra Portuguesa, Cruzeiro, Vasco, Guarani e Botafogo.

Desse time, o goleiro Sidmar e o zagueiro Pereira, titulares absolutos antes das fases de mata-mata deixaram o clube durante a parada de final de ano e já não estavam no Bahia no início de 1989, abrindo espaço para as entradas de Ronaldo, no gol, e Claudir, na zaga. Já o centroavante Renato perderia espaço, depois de muitas críticas, e também pela ascensão de Charles. Na ponta esquerda, Sandro e Marquinhos se revezaram em diversos momentos da campanha.

Lucho, de pênalti, deixou o dele na última rodada
Lucho, de pênalti, deixou o dele na última rodada - Foto: Catarina Brandão/EC Bahia

Qual escalação ficará marcada na memória dos torcedores tricolores pelo retorno à Libertadores da América, 36 anos depois que aqueles nomes de 1988/1989 classificaram o time. Muito provavelmente, a formação mais lembrada será aquela que chegou a ser apelidada de “Bahia Prime”: Marcos Felipe, Santiago Arias, Gabriel Xavier, Kanu e Luciano Juba; Caio Alexandre, Jean Lucas, Éverton Ribeiro e Cauly; Thaciano e Everaldo. Esse time foi mandado a campo por Rogério Ceni 11 vezes durante o Brasileiro. Foram sete triunfos, contra Grêmio, Botafogo, Red Bull Bragantino, Vitória, Grêmio, Atlético Mineiro, Criciúma, dois empates, contra Atlético Mineiro e Botafogo, e apenas duas derrotas, contra Bragantino e Vasco.

Uma formação parecida, com a presença de Gilberto enquanto Arias estava na na Copa América, foi a campo cinco vezes no Brasileiro, com dois triunfos e três derrotas. Depois de queda de rendimento da formação principal, o ex-goleiro precisou recorrer a nomes como Danilo Fernandes, Gilberto, Ademir e Lucho Rodríguez, mais descansados e em melhor momento, para garantir a passagem para o torneio continental. No triunfo histórico, por 2 a 0, contra o Atlético Goianiense, uma escalação inédita, com: Danilo, Gilberto, Gabriel Xavier, Kanu e Luciano Juba; Caio Alexandre, Jean Lucas, Éverton Ribeiro e Thaciano; Ademir e Lucho.

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