Resumo sobre a evolução do futebol
- As últimas décadas mostraram uma **evolução no futebol**, com jogos mais intensos e equipes mais compactas, mas a parte emocional ainda precisa de melhorias.
- No recente jogo entre **Palmeiras e Fluminense**, destacaram-se estilos diferentes: **transições rápidas** do Palmeiras versus passes curtos do Fluminense, resultando em um jogo equilibrado.
- Futebol não é apenas **estratégia**; erros individuais e decisões inesperadas frequentemente definem resultados, como na **derrota do Flamengo** para o Lanús.
- O passado do futebol não era ingênuo; sempre houve **jogadores e times bons e ruins**. Antes, havia mais espaço para jogadas, mas a disputa atual é mais exigente fisicamente.
- A volta de **Neymar** a uma posição mais avançada no Santos mostrou sua eficácia: menos dribles, mas mais **decisivo** e próximo ao gol, evidenciando a importância de seu posicionamento.
Nas últimas décadas, o futebol evoluiu muito. As partidas são mais intensas, os jogadores correm mais, as equipes atuam compactadas, há inúmeras jogadas ensaiadas e estratégias detalhadas. Sob o ponto de vista técnico, tático e físico, o avanço é evidente. No aspecto emocional, porém, ainda há muito a melhorar.
No meio de semana, Palmeiras e Fluminense fizeram um ótimo jogo, cada um fiel ao seu estilo. O Palmeiras prioriza transições rápidas, bolas longas e cruzamentos. O Fluminense aproxima jogadores, troca passes e busca envolver o adversário. Foi equilibrado, com várias chances claras para ambos.
Nem tudo é ciência
Futebol não é apenas estratégia e planejamento. O Flamengo perdeu para o Lanús por inúmeras razões. Uma delas é a histórica eficiência dos times argentinos contra brasileiros, mesmo quando tecnicamente inferiores.
Há também o imponderável: detalhes inesperados, erros individuais, decisões momentâneas. O futebol tem muito mais explicações do que imagina nossa pretensiosa sabedoria.
O passado não era ingênuo
A evolução atual não significa que, antigamente, os jogadores andavam em campo ou que as equipes não tinham organização. Sempre houve times bons e ruins. Antes havia mais espaço para jogar — e também mais espaço para expor deficiências. Hoje o jogo é mais disputado e depende mais da condição física.
O futebol, como a vida, está cheio de mitos. Lembra-se mais do que se deseja do que da realidade.
A seleção brasileira de 1970, por exemplo, não era apenas ousada e talentosa. Era planejada e coletiva. Quando Mário Zagallo assumiu, trocou o ponta rápido Edu por Roberto Rivellino, formando um trio no meio-campo para fortalecer marcação e construção.
Outra lenda é a de que havia “cinco camisas 10”. Apenas eu e Pelé atuávamos assim nos clubes. Rivellino e Gerson jogavam mais recuados. Jairzinho era ponta ou segundo atacante no Botafogo, entrando em diagonal, como fez na Copa.
Eu avancei para ser centroavante. Rivellino deslocou-se para a esquerda como meio-campista. Foram ajustes estratégicos, não improviso romântico.
O futebol e a vida não começaram com a internet. Não devemos ser saudosistas nem deslumbrados com modismos tecnológicos.
Lugar certo
Neymar, com duas finalizações precisas, marcou os dois gols do Santos na vitória por 2 a 1 sobre o Vasco da Gama.
O mais importante não foram apenas os gols, mas a posição. Neymar voltou a atuar mais perto do gol, próximo ao centroavante, em vez de recuar excessivamente para organizar desde a intermediária. Contra o Vasco, participou menos, driblou menos, mas foi muito mais decisivo.
Ali é o seu lugar.
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