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CONJUNTURA POLÍTICA

Os 50 maiores municípios baianos

Confira a coluna Conjuntura Política desta segunda-feira

*Cláudio André de Souza
Por *Cláudio André de Souza
Parte dos participantes do conselho político posam para a foto na manhã do sábado, 2
Parte dos participantes do conselho político posam para a foto na manhã do sábado, 2 - Foto: Márcia Espíndola | Divulgação

A reunião dos partidos que compõem a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) realizada no último sábado, 2, buscou avançar a leitura dos dados nos 50 maiores municípios baianos. O perfil destes municípios aponta que, segundo dados do Censo de 2022, 55,41% da população baiana vivem nestes municípios, revelando uma grande concentração urbana e populacional, sendo que apenas 15 dos 50 municípios apresentaram queda do total de habitantes, quando comparado os dados dos Censos de 2010 e 2022.

Dentre os 50 maiores municípios, o que teve a maior perda proporcional de população no período foi Candeias (-12,96%) na Região Metropolitana de Salvador e o que mais ganhou foi Luís Eduardo Magalhães (79,53%), que passou a ser a 17ª maior cidade baiana com 107.909 habitantes.

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Entender os perfis das cidades é o primeiro passo para qualquer estratégia eleitoral dar certo, além do que o saldo do confronto entre ACM Neto (União Brasil) e Jerônimo (PT) revelou um desempenho acima da média do ex-prefeito de Salvador nas maiores cidades baianas. Se levarmos em consideração o primeiro turno da disputa ao governo baiano, destacando os dez maiores municípios, ACM Neto venceu em Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Camaçari, Lauro de Freitas e Itabuna. Já Jerônimo levou a melhor em Juazeiro, Ilhéus, Porto Seguro e Barreiras.

O que os números revelam é que há um “cinturão” populacional e urbano em torno de ACM Neto. Qual a tendência? Quanto maior a população do município, melhora o desempenho da oposição ao PT. Para se ter uma ideia, dentre os 20 menores municípios dentre os 50 sob análise do grupo governista estadual, ACM Neto venceu somente em Itamaraju e Itapetinga, ou seja, Jerônimo venceu em 18 dos 20 colégios eleitorais.

Nos 50 maiores municípios baianos, Jerônimo venceu em 36 e ACM Neto em 14 cidades, revelando um desempenho significativo inversamente proporcional ao tamanho da população. No município de Monte Santo, o petista obteve 50,65 pp. a mais que o seu adversário, vencendo no primeiro turno com 73,87% dos votos. Em termos percentuais, ACM Neto abriu a maior vantagem em Itapetinga (24,27 pp.).

A tarefa principal do Conselho Político envolve a unificação da base governista, evitando disputas internas que coloquem em risco a perda de prefeitos. Em termos de estratégia, os partidos aliados ao governo petista precisam de uma boa votação para compensar a disputa acirrada nos maiores colégios eleitorais. Interessa ao governador aumentar a base governista com mais prefeituras diante de um cenário acirrado de votos como foi a eleição passada. A antecipação dos debates sobre o que fazer em 2024 vai além das tratativas de qual será a melhor tática eleitoral na capital baiana.

*Cláudio André de Souza é Professor Adjunto de Ciência Política da Unilab e um dos organizadores do “Dicionário das Eleições”. E-mail: [email protected]

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