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DE OLHO NA SAÚDE

Medicina deve ser exercida sem charlatanismo

Confira coluna De Olho na Saúde deste domingo

Elane Varjão
Por Elane Varjão
Raymundo Paraná, professor Titular de Gastro-Hepatologia da UFBA e médico hepatologista
Raymundo Paraná, professor Titular de Gastro-Hepatologia da UFBA e médico hepatologista - Foto: Divulgação

A medicina tem suas especialidades, subespecialidades e suas áreas de atuação. Todas definidas pela Comissão Nacional de Residência Médica, Conselho Federal de Medicina e Associação Médica Brasileira.

Para se ter uma especialidade é necessário ter estrutura pedagógica, densidade científica e formação profissional balizada por programas de residência médica, ou seletas pós-graduações reconhecidas pelo MEC.

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Para o gastro-hepatologista Raymundo Paraná, é esse rigor na formação do profissional que traz a legitimidade e a segurança necessária para que o paciente não seja exposto ao charlatanismo que não encontra respaldo científico.

“Temos no Conselho Federal de Medicina, o registro de especialidade chamado RQE. Através do site dos Conselhos Regionais e Federal de Medicina basta inserir o nome do profissional e o número do C.R.M. assim, facilmente, podemos saber qual a sua real formação”, explica Paraná.

Ele reitera que se dizer especialista sem RQE não é aceitável do ponto de vista ético e moral. “Se dizer especialista em uma especialidade que não existe, é pior ainda".

Esse esclarecimento é importante em tempos de redes sociais onde aparecem falsas especialidades o tempo todo com seus modismos e falsos conceitos”, acrescenta.

Raymundo Paraná, professor Titular de Gastro-Hepatologia da UFBA e médico hepatologista
Raymundo Paraná, professor Titular de Gastro-Hepatologia da UFBA e médico hepatologista - Foto: Divulgação

Celeridade nas investigações contra a Maternidade Albert Sabin

Diante de mais uma denúncia, envolvendo a maternidade Albert Sabin, em menos de 30 dias, após uma grávida e o seu bebê falecerem durante o parto, o Conselho Estadual de Saúde da Bahia (CES-BA) solicitou investigação rigorosa sobre o caso e celeridade nos resultados da sindicância da Corregedoria do Estado, e por parte do Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb).

“Não podemos mais assistir desfechos como esse acontecerem na Maternidade Albert Sabin, e nem em nenhuma maternidade. Além de verificar as responsabilidades e punir os possíveis culpados, é necessário medidas energéticas. A hora do parto precisa ser seguro em qualquer ambiente do acolhimento, pré-natal e no parto”, defendeu o presidente do CES-BA, Marcos Gêmeos.

Ele ainda completa, “não podemos demonizar os serviços públicos. O Sistema Único de Saúde também tem excelência em diversos aspectos, mas é um fato que as apurações precisam ser feitas e mudanças precisam ser instaladas para garantir que a insegurança e a falta de humanização não sejam naturalizada”.

Imagem ilustrativa da imagem Medicina deve ser exercida sem charlatanismo
Foto: Divulgação

Pílulas

Maternidade I

Diante de mais uma denúncia, envolvendo a maternidade Albert Sabin, após uma grávida e o seu bebê falecerem durante o parto, a maternidade devia receber a alcunha de ‘Sabe Nada’, além de ser urgentemente interditada. Os relatos de negligência médica e falta de cumprimentos de protocolos têm sido constantemente veiculados pelos diversos meios de comunicação. São casos que acabam em tragédias para gestantes e familiares.

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