Busca interna do iBahia
HOME > colunistas > DIREITO E JUSTIÇA

DIREITO E JUSTIÇA

Baiano à frente do Instituto Rui Barbosa: um marco histórico

Coluna Direito e Justiça desta terça-feira, 9

Mara Santana
Por Mara Santana
Inaldo Araújo vai assumir o IRB
Inaldo Araújo vai assumir o IRB -

Em eleição unânime entre 33 Tribunais de Contas, o conselheiro baiano Inaldo da Paixão Santos Araújo foi escolhido para presidir o Instituto Rui Barbosa no biênio 2026/2027 — tornando-se o primeiro baiano a comandar uma instituição que leva o nome de outro gigante da Bahia, Rui Barbosa. Ele toma posse na segunda quinzena de fevereiro e já avisou: o IRB seguirá unindo inovação, capacitação e cooperação — agora, com “um toque do tempero baiano” para fortalecer o controle e a gestão pública no país.

STF retoma a polêmica do marco temporal

O STF retoma amanhã o debate sobre a tese do marco temporal na demarcação de terras indígenas. A sessão será só para sustentações orais, sem voto imediato — a data da decisão virá depois. O tema volta ao plenário após idas e vindas: em 2023, o STF declarou a tese inconstitucional, Lula vetou sua retomada, mas o Congresso derrubou o veto. Assim, segue a interpretação de que o direito indígena depende da ocupação ou disputa da área em 5 de outubro de 1988.

Tudo sobre Direito e Justiça em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

Novo passo para abrir sociedades de advogados

Desde 1º de dezembro, abrir uma sociedade de advogados ganhou novo passo obrigatório: o CNPJ passa a ser emitido exclusivamente pela Receita Federal e só sai após o profissional informar os dados da empresa e definir o regime tributário já na abertura. Antes, a OAB-BA cuidava de tudo, inclusive da emissão do cadastro. Agora, a Ordem continua responsável pelo registro societário, mas a liberação do CNPJ depende do advogado acessar o sistema da Receita para escolher a tributação. A mudança vale apenas para novas constituições e busca integrar bases, dar mais segurança jurídica e evitar inconsistências.

Entrevista com Luiza Oliveira Terra

A Nova LCS muda o jogo dos seguros

Advogada na área cível, com experiência nas áreas de Direito de Família, Consumidor e Previdenciário. Pós-graduanda em Direito de Família e Sucessões pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Graduada em Direito pela UFRJ. Sócia do escritório Chalfin Goldberg Vainboim Advogados.

Interpretar cláusulas a favor dos segurados é avanço na proteção do consumidor ou gera insegurança jurídica ao alterar o equilíbrio contratual?

A Lei do Contrato de Seguro - LCS favorece o segurado, parte mais vulnerável, o que pode ser visto como avanço. Porém, ao não diferenciar seguros massificados dos de grandes riscos, cria insegurança nas relações paritárias e desloca o equilíbrio contratual, inclusive nas relações de consumo.

A comunicação clara e a transparência na liquidação de sinistros fortalecem direitos ou elevam custos, reduzem concorrência e acabam limitando o acesso ao seguro?

A LCS traz novas obrigações que elevam custos, especialmente na fase de adaptação. Temos visto seguradoras contratando jurídicos para revisar produtos, ajustando sistemas e estruturas internas. Apesar desse impacto inicial, já esperado desde 2023, não vemos risco relevante de redução de concorrência nem de limitação ao acesso aos seguros.

Com a transparência como pilar, o novo marco reduzirá práticas abusivas do setor ou ampliará a judicialização por interpretações divergentes no Judiciário?

O princípio da transparência e o dever de informação já constam do CDC e se aplicam às relações securitárias quando forem de consumo. A LCS reforça esses pilares com regras específicas para segurados, seguradoras e demais agentes, fortalecendo a boa-fé objetiva. Contudo, por trazer muitas novidades ao setor, é possível que haja aumento da judicialização decorrente de interpretações divergentes no Judiciário.

Alerta Vermelho para elas

A violência contra a mulher caminha para um triste recorde em 2025. Dados do CNJ mostram crescimento contínuo nas medidas protetivas e feminicídios. Só em setembro, os tribunais receberam 82.531 novos pedidos — o maior número desde 2020. A urgência é clara: proteger vidas não pode esperar.

Liberdade sindical

O MPT-BA realiza amanhã, às 8h30, audiência coletiva telepresencial para apresentar o balanço de seus projetos sobre liberdade sindical e diversidade. Além das exposições de procuradoras nacionais e locais haverá debate aberto ao público sobre o cenário sindical baiano.

Hora de encarar o racismo

O STJ abre hoje as portas para o Enajun e o Fonajurd, reunindo juízas e juízes negros num dia de reflexão potente sobre justiça, identidade e pertencimento. Painéis vão tratar de infância, saúde, racismo ambiental e envelhecimento da população negra. O encontro lança a Rede Nacional de Coletivos Negros.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Compartilhar no Whatsapp Clique aqui

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

Relacionadas

Mais lidas