HISTÓRIAS & SABORES
Considerado néctar dos deuses, o chocolate é um alimento irresistível
Imbatível em forma de chocolate, o fruto do cacaueiro é hoje visto sob novo olhar e possibilidades


Considerado o néctar dos deuses, originário há milênios dos povos maias e astecas, o cacau é talvez um dos alimentos mais apreciados de todos os tempos. Provavelmente, 10 em cada 10 criaturas ao redor do mundo amam o principal produto dessa fruta espetacular: o chocolate. Talvez seja possível encontrar alguém que não seja fã dessa iguaria tão desejada e querida entre os inúmeros alimentos disponíveis na natureza. No entanto, é inegável que um dos principais produtos do cacaueiro é irresistível. Na verdade, os produtos, uma vez que atualmente a fruta é totalmente consumida.

Cultivado para aproveitar apenas as amêndoas, que são a matéria-prima do chocolate, é natural que a fruta esteja imediatamente associada a ele. No entanto, hoje em dia o fruto do cacaueiro exige um novo olhar.

O aproveitamento completo do fruto do cacau provavelmente está relacionado a uma mudança de comportamento em relação à alimentação, refletindo em uma mudança de estilo de vida e no consumo de produtos naturais. Essa tendência mundial, ou pelo menos em grande parte dos países, provavelmente tem sido considerada um fator fundamental para a ampliação, exploração e aproveitamento de muitas frutas que antes não eram vistas como novas possibilidades de alimentos.
Para Uerisleda Moreira, pesquisadora e professora do Centro Universitário Estácio da Bahia, nos últimos anos a gastronomia tem direcionado um olhar mais atento para os saberes e práticas das comunidades e povos tradicionais, que utilizam os produtos de forma mais integral, e isso inclui o cacau.

"Nos últimos anos, a gastronomia também tem voltado seu olhar para os saberes e práticas das comunidades e povos tradicionais como uma forma de preservar e valorizar esses conhecimentos, contribuindo para a manutenção e perpetuação desses saberes, não apenas para a sustentabilidade ambiental, mas também para o fortalecimento dos povos e comunidades tradicionais. A gastronomia tem esse olhar para o aproveitamento integral dos alimentos", reflete a pesquisadora.
Esse novo olhar está muito relacionado às Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC), um tema difundido nos últimos tempos e que tem muita ligação com os povos tradicionais e as comunidades. É um redescobrimento ou resgate do consumo de certas plantas, incluindo o cacau.

A pesquisadora em cultura alimentar e professora de Gastronomia da Universidade Católica de Salvador, Larissa Ramos, alerta para "a necessidade de experimentarmos outras possibilidades". É aí que esse novo olhar para o fruto do cacaueiro se encaixa.
Da casca ao bagaço, acredite, tudo pode ser aproveitado do cacau. A professora Uerisleda chama a atenção para aquele fiozinho que une o talo central do cacau, onde as sementes ou amêndoas ficam fixadas e que muitas vezes é desprezado ao consumir, seja in natura ou durante a secagem das amêndoas. O fato é que hoje esse fiozinho, chamado de cibirra, é plenamente aproveitado. Quem pensaria, nas décadas de 1940 e 1950, que a cibirra se tornaria a base para a receita de um pão? Pois ela tem sido valorizada por seu alto teor nutricional e potencial culinário em experimentos de pães.

Além da cibirra, a pesquisadora fala com muita propriedade sobre o aproveitamento das folhas do cacaueiro. "A folha jovem do cacau também pode ser consumida como hortaliça. Quando está bem novinha, você pode consumi-la crua, pois é palatável e proporciona uma boa mastigação. Você também pode adicioná-la a algum prato cozido. Por exemplo, você pode fazer uma carne de panela e, no final, adicionar algumas folhas do cacaueiro jovem para obter o aporte de fibras e nutrientes que as verduras em geral trazem para nossas refeições", conta a pesquisadora.

Enquanto pesquisadores, gastrônomos e a sociedade em geral se dedicam a novos experimentos envolvendo o cacaueiro, a indústria do chocolate continua imbatível, com uma produção de todos os tipos. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), a indústria de chocolate registrou um crescimento de 9,8% na produção do primeiro trimestre deste ano, quando comparado ao mesmo período de 2022. Entre janeiro e março de 2023, foram produzidas 219 mil toneladas de chocolate, sendo 17,5 mil toneladas exportadas. Que delícia!
Por isso, na semana em que comemoramos o Dia do Chocolate, vamos saborear uma torta de chocolate com cobertura de ganache de doce de leite, uma receita incrível oferecida pela pesquisadora Uerisleda.
Bolo de chocolate com ganache de doce de leite

Ingredientes
200g de farinha de trigo
100g de cacau em pó
1 colher de chá de sal
2 colheres de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de fermento químico em pó
350g de açúcar
2 ovos
1 colher de chá de extrato de baunilha
170g de iogurte natural
100g de óleo vegetal
225 ml de água quente
Modo de preparo
Peneire o açúcar, a farinha e o cacau em pó e misture com o sal, o bicarbonato de sódio e o fermento químico.
Em seguida, adicione o óleo, o iogurte e misture delicadamente. Adicione a água e misture bem e quando a massa estiver homogênea e um pouco fria adicione os ovos e misture novamente até a massa ficar homogênea.
Distribua a massa em formas untadas com manteiga e cacau em pó.
Dívida a massa em três formas de 20cm e leve para assar em forno pré-aquecido a 180•C.
Ganache de doce de leite
400g de doce de leite
200g de chocolate em barra 50% cacau
100g de creme de leite
Modo de preparo
Derreta o chocolate em banho maria, retire do fogo e adicione o doce de leite e misture. Em seguida coloque o creme de leite até a mistura ficar homogênea.
Montagem
A ganache de doce de leite pode ser utilizada como recheio e/ou cobertura do bolo.

NOTA COM HISTÓRIAS & SABORES
Mundo Zero: Para quem tem intolerância e restrição alimentar, chocolates inclusivos são a opção certa
Todo dia é dia de saborear esse doce derivado do cacau e a Mundo Zero, maior rede de confeitaria e chocolates inclusivos, tem opções para todos os públicos. Todos os produtos são zero glúten, zero adição de açúcar, zero lactose e zero soja, mas com muito sabor, permitindo a quem ama chocolate, mas tem restrição alimentar, saborear esse doce sem culpa. Localizada no Shopping Paralela, a Mundo Zero oferece uma infinidade de delícias, entre elas a Fatia chocólatra, Low carb, sem lactose, sem adição de açúcares e sem glúten, ela é uma boa pedida para quem é chocólatra e busca um estilo de vida saudável.
Outback oferece sobremesas inusitadas e irresistíveis

Para os apaixonados por chocolate, o Outback Steakhouse oferece diversas opções de sobremesas com muito sabor e para deixar qualquer um com água na boca - e querendo mais. As doçuras podem ser encontradas nas lojas do Shopping Barra, Shopping da Bahia, Salvador Shopping e Parque Shopping Bahia (Lauro de Freitas). Inspirado nos festivais de música, o menu do Outback Festival, lançado recentemente pela marca, traz a sua mais nova sobremesa, o Popstars Trio. Um trio de sobremesas, que apresenta uma releitura inspirada nos clássicos de Outback, como o delicioso S’mores, o tradicional Choco Cinnamon Banoffee e o icônico Brownie Thunder, mas, desta vez, em formato de trufas.
American Cookies aposta em ChocoHot para o inverno

A American Cookies, rede especializada no cookie americano, investe no ChocoHot (a partir de R$ 15,00) para aquecer o paladar dos clientes durante a estação. A aposta da marca para essa época do ano oferece um chocolate quente ao leite, com um toque de chocolate meio amargo. Para harmonizar com a bebida durante o inverno, a marca também oferece diversos sabores de cookies, como é o caso do Cookie Brownie - cookie de cacau com pedaços de chocolate meio amargo - e o Clássico Cookie Chocolate ao Leite - cookie de baunilha com pedaços de chocolate ao leite


