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Levi Vasconcelos

Por Levi Vasconcelos

ACERVO DA COLUNA
Publicado sábado, 15 de julho de 2023 às 5:30 h | Autor:

A Bahia é só sorriso com bons ventos e sol

Confira a coluna de Levi Vasconcelos deste sábado

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Mapeamento de ventos e incidência solar feito pelo governo, em parceria com o Senai Cimatec, aponta que os ventos noturnos baianos são únicos no mundo
Mapeamento de ventos e incidência solar feito pelo governo, em parceria com o Senai Cimatec, aponta que os ventos noturnos baianos são únicos no mundo -

A Bahia tem hoje 281 parques eólicos em operação, outros 65 em construção e mais 193 projetados. Nos parques fotovoltáicos, os da energia solar, são 69 instalados e quatro em construção, mas com 464 engatilhados, entre eles, segundo o secretário Angelo Almeida, do Desenvolvimento Econômico: “Uma grande empresa está projetando a maior fazenda solar do mundo”.

Mais que isso. Agora, o governo Lula vai investir R$ 15 bilhões na construção de linhas de transmissão. Do bolo, R$ 10 bilhões são para a Bahia. O conjunto da obra é uma revolução, segundo Angelo.

— Os mapas solares trazem para a Bahia o protagonismo da energia solar no mundo. É a porta de um futuro bastante promissor.

Powershoring —É a síntese de tudo que todos querem, a produção da energia limpa, barata, abundante e segura. Segundo Angelo isso arrasta para a construção do powershoring, a produção descentralizada para núcleos que oferecem energia com os ingredientes da modernidade, a limpeza a baixo custo.

É um painel sobre a situação do momento que Angelo Almeida vai traçar segunda-feira à tarde na Federação das Indústrias da Bahia (Fieb) para o empresariado baiano.

Ele lembra, também, que energia segura, barata e abundante é fundamental para a cadeia do hidrogênio verde, o combustível do futuro, segundo Angelo, para alguns, a nova corrida do ouro.

— A Bahia tem outra vantagem excepcional, com o Polo Industrial de Camaçari. Sem dúvida estamos diante de uma grande janela. Estamos nos adiantando no tempo om a economia verde.

Diz Angelo que a configuração dessa conjuntura permitirá a produção de coisas como o aço verde, a protéina verde, tudo verde. Ou seja, produzido com energia limpa, como requer o padrão atual do mundo.

Juros altos —Mas a requalificação das empresas do Polo por exemplo, vai demandar investimentos. Segundo o secretário, é justamente por isso que a queda das taxas de juros se tornam fundamentais para o desenvolvimento do País.

— Os juros vão ter que cair. Ou vão virar entrave.

O mapeamento de ventos e incidência solar feito pelo governo, em parceria com o Senai Cimatec, aponta que os ventos noturnos baianos são únicos no mundo. E o filão solar também. O detalhe é que as estimativas de geração de emprego são também excepcionais: 77 mil na eólica com o que já está instalado, outros 26 mil com as que estão em construção e mais 80 mil com as que estão projetadas.

Nordeste unido —A Bahia tem o protagonismo, até porque tem o Polo, como já dissemos, mas todo o Nordeste está no embalo. Dia 26, Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro do Desenvolvimento Econômica, irá se reunir com os governadores. Segundo Angelo, no embalo dos bons ventos é claro que está o clima político todo favorável.

— Os governadores do Nordeste precisam estar unidos para a construção de mecanismos que assegurem a verticalização da cadeia produtiva do hidrogênio verde e seus derivados da região. Esse é o foco.

POLÍTICA COM VATAPÁ

Causa difícil

Enquanto viveu, o Coronel Chico Heráclio, falecido em 1974 aos 90 anos, com mais de 20 filhos naturais, deu as cartas em Limoeiro, sertão de Pernambuco. Conta Sebastião Nery que em 1950 Agamenon Magalhães, candidato ao governo (e venceria) foi até ele, em busca de apoio.

Na despedida, deu o alô:

— Coronel, qualquer coisa é só ordenar.

— Fique tranquilo. Coisa fácil eu resolvo aqui mesmo, só vou lhe procurar se for difícil.

Um ano depois Agamenon recebe um pedido do Coronel: queria aposentar um juiz que tinha quatro anos de nomeado.

— Mas Coronel, isso aí é muito difícil.

— Eu sei e por isso vim. Se fosse fácil eu resolvia lá.

Não foi atendido. Pouco depois estava na varanda da fazenda, um peão gritou:

— Coronel, carta do governador!

— O papel é bom?!

— É!

— Pendure na latrina!

Agamenon Magalhães morreria subitamente no mandato, em 1952. O Coronel não deu bola. O tinha como inimigo.

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