Aroldo Cedraz, o filho ilustre de Valente assustou os conterrâneos

Publicado domingo, 15 de setembro de 2019 às 13:17 h | Atualizado em 15/09/2019, 13:19 | Autor: [email protected]

Formado em medicina veterinária e professor da UFBa, Aroldo Cedraz, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), livrou-se de pepino gigante: quarta passada a 2ª Turma do STF rejeitou a denúncia contra ele, por falta de provas, de tráfico de influência em favor do filho, Tiago, ainda enroscado, acusado de ter recebido mais de R$ 1 milhão de propinas da UTC, que tocava uma obra em Angra 3.

Filho de Valente, região do sisal, Cedraz andou muito por lá entre 1990 e 2006, atrás de votos, quando exerceu quatro vezes o mandato de deputado federal.

Estrangeiro — Em 2006 perdeu, mas foi contemplado com o TCU, quando os petistas, empolgados com a reeleição de Lula, ‘esqueceram’ do Congresso.

Cedraz era muito respeitado entre os conterrâneos e quando o nome dele apareceu no escândalo, provocou ‘uma grande surpresa’, como disse um amigo dele.

— Ninguém esperava. Foi uma surpresa do mal.

Mas assim que se tornou ministro do TCU Cedraz começou a cortar os laços com a terra. Vendeu tudo o que tinha, casa e fazenda. E lá não mais punha os pés, virou um brasiliense. Mesmo assim, tinha muitos amigos que sempre o procuravam.

Já o filho Tiago nem nasceu e nem nunca pisou lá. É um estrangeiro entre os valentenses. Por ele ninguém chora. Apenas dizem que talvez o pai não mereça o filho que tem. E ‘talvez’ nem Valente.

Pinheiro, a solução no STF

Colbert Martins (MDB), prefeito de Feira de Santana, diz que os tempos em que Walter Pinheiro, hoje secretário de Planejamento do Estado, foi deputado federal e senador, quando dividiu o apartamento com Dias Toffóli, hoje presidente do STF, valeram:

— O homem conseguiu destravar as pendengas dos presídios de Barreiras e Irecê, que estavam há mais de três impedidos pela justiça de contratar segurança terceirizadas. Isso é que é prestígio.

Uma tática para despistar

Pergunta a leitora Maria dos Santos Freitas, moradora de Ondina, se é justo acabar o arrastão da Quarta de Cinzas por estar impedindo a Quaresma, ‘uma religiosidade que não existe’, ressalva ela. Maria prezada, não vou discutir a religiosidade da origem do carnaval, como argumenta o vereador Henrique Carballal (PV), que é historiador. Mas concordo. De fato, nesse jogo aí só tem de sacras as origens e as igrejas dos circuitos. Nada mais.

Araújo, desdém com Cunha

Acusado por Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara preso em Curitiba, de ter lhe oferecido uma manipulação no sorteio para a escolha do relator do processo que resultou na sua cassação, o ex-deputado José Carlos Araújo, na época presidente do Conselho de Ética, diz que parece piada:

— Ele disse que eu colocaria bolas mais pesadas. O sorteio era com papel. O fato é que ninguém quer a delação de Cunha porque tudo que ele tem para contar já contaram.

No encontro dos prefeitos, um presente: os royalties

Rui Costa foi no Encontro de Prefeitos que acontece até hoje em Guarajuba e anunciou um presente para os municípios, festivamente recebido pelos 317 (dos 417) prefeitos presentes: anunciou que, a partir de janeiro, o governo baiano vai partilhar os royalties do petróleo, o equivalente a 25% da bolada que a Bahia recebe. Segundo Eures Ribeiro (PSD), prefeito de Bom Jesus da Lapa e presidente da UPB, a briga é velha:

— A Bahia era o único Estado do Brasil que se recusava a fazer a partilha. Nunca, nenhum governador aceitou. A vez que tivemos mais perto foi com Jaques Wagner, quando a justiça determinou o sequestro e ele barrou.

O bolo dá em torno de R$ 10 milhões, a ser rateado pelos 417 municípios, por população.

POLÍTICA

COM VATAPÁ

Botão da cobrança

Geraldo Alckmin, três vezes governador de São Paulo, nascido em Pindamonhangaba, ou Pinda, como chamam, onde também foi vereador e prefeito (até 1982), fazia questão de dizer-se baiano. Falou que a família dele, quando veio de Portugal, instalou-se em Carinhanha.

Ano passado candidato a presidência, numa roda de conversas amenas, contou tinha um alfaiate de mão cheia, o Pascoal.

Lá um dia Pascoal adoeceu e quem o socorreu foi o Dr. Lessa, médico e também banqueiro que tinha fama bem conhecida, de não dar um pingo sem nó quando o assunto era dinheiro.

Fim da consulta, Pascoal agradeceu a Dr. Lessa:

— Doutor, eu não posso lhe pagar, mas estou às suas ordens. Quando precisar de uma costura ou mesmo pregar um botão, disponha.

Dia seguinte o médico mandou para Pascoal um envelope com um botão preso a um pedaço de papel, onde estava escrito:

‘Peço que você pregue um terno nesse botão’.

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