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Boqueirão da Onça, onde a Covid deixa sequelas, tamanho é briga

Publicado às | Atualizado em 06/10/2021, 21:51 | Autor: [email protected]
Parque Nacional do Boqueirão da Onça | Foto: Rogário Cunha de Paula | ICMBio | 21.3.2006
Parque Nacional do Boqueirão da Onça | Foto: Rogário Cunha de Paula | ICMBio | 21.3.2006 -
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Uma pausa nas futricas da política para falarmos de um outro assunto curioso, o Parque Nacional do Boqueirão da Onça, uma vasta área de 987 mil hectares abrangendo cinco municípios – Sento Sé, Sobradinho, Juazeiro, Umburanas e Campo Formoso.

Na área, agricultura é atividade proibida e a mineração idem, idem. Quase sempre a Polícia Federal vai lá, como esta semana, mas só busca e apreensão. O garimpo de ametistas, também forte na Serra da Quinxaba, óbvio que clandestino, desabou com a pandemia. Os indianos, os grandes compradores, sumiram.

Na Câmara de Sento Sé ontem houve uma audiência pública para clamar o que é voz geral: a redução do tamanho do Parque.

Eólica — Raimundo Sobreira, ex-deputado e ex-diretor do Departamento Nacional de Pesquisas Minerais (DNPM), diz que o Parque não existia até 2017, quando Edson Duarte, deputado do PV, filho de Juazeiro, virou ministro do Meio Ambiente de Temer.

— Ele reativou o Parque, que estava criado, mas jogado num canto. Mas o tamanho sem sombra de dúvidas é um exagero.

Completando o mix de perdas dos donos de terras da área, está a indústria de energia eólica, que anda farejando bons pontos de captação de ventos, e a área é pródiga.

Diz Sobreira que o número de garimpeiros na área era de 10 mil, desabou para dois mil.

— Não é melhor legalizar?

Novos sítios na Chapada

Ingrid Barbosa, pesquisadora da Secretaria do Meio Ambiente de Ibicoara, diz ter encontrado 18 novos sítios arqueológicos não cadastrados pelo Iphan, 11 em Ibicoara, 5 em Iramaia e 2 em Itaetê, na Chapada Diamantina. Todos têm pinturas rupestres.

A equipe pilotada por Ingrid percorreu outros 19 sítios já reconhecidos. E diz ser fundamental o conhecimento tanto para as pesquisas arqueológicas como para a preservação.

Saco do Buri está com sede

Moradores de Saco do Buri, povoado de Inhambupe, estão à beira de um ataque de nervos: três dias sem uma gota d’água nas torneiras.

Eles dizem que as cobranças ao prefeito Fortunato Costa (PSD), o Nena, são tão frequentes quanto a falta d’água e lá, embora seja área do semi-árido, a questão bnão é seca, é de cuidados no sistema mesmo.

Fala J. B., um morador:

— O projeto água para todos aqui é o inverso. É água para ninguém.

Ivana e a fake no Sudoeste

A deputada Ivana Bastos (PSD) procurou a polícia para denunciar. Num vídeo que circula nas redes do Sudoeste baiano (ela é de Guanambi, o núcleo regional) ela é acusada de estar junto com familiares fazendo extração ilegal de madeira no povoado de Parateca, em Malhada.

Ivana soltou nota dizendo que ela e família nada têm a ver com comércio de madeira e quer que polícia identifique quem fez e puna também quem compartilhou.

Paulão do Caldeirão, a última sensação em Feira

A energia sorumbática que emana da política de Feira de Santana nos dias atuais recebeu ontem bom reforço na mídia e nas redes, quando Josse Paulo Pereira Barbosa, o Paulão do Caldeirão (PSC), radialista e vereador, em plena sessão, soltou a bomba:

— Contrataram uma mulher para me seduzir e vira r escândalo, como aconteceu com o então procurador do município, Ícaro Ivvin.

Alarido geral, trabalhos suspensos, o grupo de 11 vereadores puxados pelo presidente Fernando Torres (PSD), opositores do prefeito Colbert Martins (MDB), entre eles Paulão, que diz ter áudios provando a denúncia e que a ‘armadilha teria sido arquitetada por membros do governo municipal’.

Foi o prato do dia na princesa ontem.

REGISTROS

Comum acordo 1

A C0nfederação Nacional dos Municípios (CNM) festeja o acordo feito com o senador Roberto Rocha (PSDB-MA), relator da PEC 110/2019, que trata da reforma tributária. Em nota, disse que os municípios (antes esperneando) vão sair ganhando.

Comum acordo 2

Um dos pontos que a CNM aponta como avanço parece ser mais que isso, uma revolução. O Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), o sucessor do ICMS, será cobrado no destino, na ponta do consumo, e não na base, onde ficam as indústrias, por exemplo, como hoje. Novos esperneios são mera questão de tempo.

Na PGE

Bárbara Camardeli Loi assumiu ontem o recém-criado cargo de procuradora geral adjunta para assuntos Jurídicos da PGE. Paulo Moreno, procurador-chefe, diz que moderniza a estrutura, ao separar as áreas administrativa e jurídica.

Na Travessia

Usuários da travessia Mar Grande-Salvador dizem que quem passa por lá tem a sensação de que o velho normal voltou. Os passageiros vão todos juntinhos uns dos outros. Outro sinal de que o velho normal voltou: às vezes as lanchas atrasam e a Agerba não vê.

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