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LEVI VASCONCELOS

Com a demanda reprimida e a crise, a Bahia Farm vira um show

Evento se consagra como um dos grandes da agropecuária do país

Levi Vasconcelos
Por Levi Vasconcelos
Novas tecnologias, uma das facetas da Bahia Farm Show
Novas tecnologias, uma das facetas da Bahia Farm Show -

Que a Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães, já se consagrou como um dos grandes eventos agropecuários do Brasil é certo como sem dúvida. Mas por que esperava-se um movimento de R$ 2 bilhões e ele chegou a R$ 7,9 bilhões, quase quatro vezes mais?

Humberto Miranda, o presidente da Federação da Agricultura da Bahia (Faeb) passou a semana toda lá e acompanhou tudo de perto. Ele aponta três motivos principais para o que chama de ‘agradável surpresa’.

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1 — A última festa foi em 2019. Dois anos parada gerou uma demanda reprimida, especialmente por máquinas de última geração.

2 — O aumento do valor dos equipamentos. Um trator que custava R$ 300 mil, por exemplo, passou a custar o dobro, ou R$ 600 mil.

3 — Nas mais de 90 mil pessoas tinha gente dos quatro cantos do Brasil e de outros pontos do planeta.

Tecnologia —Diz Humberto que dois anos foram suficientes para as máquinas e os equipamentos usados no agronegócio darem um salto gigantesco.

— O avanço tecnológico e bastante notável, está tudo mais mecanizado, tem tratores que são verdadeiros computadores. Isso evidentemente tem reflexos positivos que resultam em bem mais produtividade.

Segundo Humberto, só o fato da feira ter crescido mais de 30% já é algo significativo. Melhor ainda por espelhar a ponta de lança da tecnologia do agronegócio.

O Brasil hoje já exporta alimentos para 45 países, numa perspectiva, segundo o presidente da Embrapa, Celso Moretti, de crescimento contínu0. O oeste da Bahia, já um grande celeiro, segue na mesma pisada, só cresce.

Em Teolândia, alvo foi Gustavo mas a vítima foi o comércio

Liane Souza, que pretendia vender muita canjica e milho assado no embalo da Festa da Banana, em Teolândia, diz que a Justiça proibiu o evento por causa do cachê de R$ 704 mil do cantor Gustavo Lima, mas o grande perdedor foi o povo:

— Eu, por exemplo, já tinha investido mais de R$ 1 mil em mercadorias. Tive que vender pela metade do preço para não perder tudo.

Ela diz que o sentimento coletivo é de revolta, porque evitaram a contratação de artistas a pretexto de satisfazer a emergência decretada pelas chuvas de dezembro e agora zerou tudo:

— Aqui vendiam um camarote a R$ 2 mil. Agora não temos nem benefícios da emergência e nem o que poderíamos ganhar com a festa.

Entre Jerônimo e Bolsonaro

Bolsonaro, Lula e Cia estão na embolada da Festa da Banana que embananou em Teolândia. Gustavo Lima, o cantor pelo qual a prefeita Rosa Baitinga (PP) se diz apaixonada, é bolsonarista. Ela, não. Está com Jerônimo e Lula.

Lá, o deputado mais forte é Robinho (UB), que é bolsonarista e tem apoio do ex-prefeito Lázaro Oliveira, padrinho de Rosa.

Rui e o preço do almoço de Augusto em Itabuna

Diz Rui Costa que pensou ter poupado o dinheiro de um almoço ao ser convidado por Augusto Castro (PSD), prefeito de Itabuna, para almoçar na casa dele, sexta passada.

Augusto convidou também técnicos da Prefeitura que lá abriram a papelada de um projeto de ampliação do Hospital de Base. Rui replicou que mexer num prédio com mais de 30 anos é problema e sugeriu que se fizesse o mesmo que se fez em Feira de Santana, construir o Hospital de Base II. E resmungou:

— O almoço acabou saindo caro.

E Augusto ainda levou a urbanização da orla.

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