Com a demanda reprimida e a crise, a Bahia Farm vira um show

Evento se consagra como um dos grandes da agropecuária do país

Publicado terça-feira, 07 de junho de 2022 às 06:03 h | Atualizado em 06/06/2022, 23:32 | Autor: Levi Vasconcelos
Novas tecnologias, uma das facetas da Bahia Farm Show
Novas tecnologias, uma das facetas da Bahia Farm Show -

Que a Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães, já se consagrou como um dos grandes eventos agropecuários do Brasil é certo como sem dúvida. Mas por que esperava-se um movimento de R$ 2 bilhões e ele chegou a R$ 7,9 bilhões, quase quatro vezes mais?

Humberto Miranda, o presidente da Federação da Agricultura da Bahia (Faeb) passou a semana toda lá e acompanhou tudo de perto. Ele aponta três motivos principais para o que chama de ‘agradável surpresa’.

1 — A última festa foi em 2019. Dois anos parada gerou uma demanda reprimida, especialmente por máquinas de última geração.

2 — O aumento do valor dos equipamentos. Um trator que custava R$ 300 mil, por exemplo, passou a custar o dobro, ou R$ 600 mil.

3 — Nas mais de 90 mil pessoas tinha gente dos quatro cantos do Brasil e de outros pontos do planeta.

Tecnologia —Diz Humberto que dois anos foram suficientes para as máquinas e os equipamentos usados no agronegócio darem um salto gigantesco.

— O avanço tecnológico e bastante notável, está tudo mais mecanizado, tem tratores que são verdadeiros computadores. Isso evidentemente tem reflexos positivos que resultam em bem mais produtividade.

Segundo Humberto, só o fato da feira ter crescido mais de 30% já é algo significativo. Melhor ainda por espelhar a ponta de lança da tecnologia do agronegócio.

O Brasil hoje já exporta alimentos para 45 países, numa perspectiva, segundo o presidente da Embrapa, Celso Moretti, de crescimento contínu0. O oeste da Bahia, já um grande celeiro, segue na mesma pisada, só cresce.

Em Teolândia, alvo foi Gustavo mas a vítima foi o comércio

Liane Souza, que pretendia vender muita canjica e milho assado no embalo da Festa da Banana, em Teolândia, diz que a Justiça proibiu o evento por causa do cachê de R$ 704 mil do cantor Gustavo Lima, mas o grande perdedor foi o povo:

— Eu, por exemplo, já tinha investido mais de R$ 1 mil em mercadorias. Tive que vender pela metade do preço para não perder tudo.

Ela diz que o sentimento coletivo é de revolta, porque evitaram a contratação de artistas a pretexto de satisfazer a emergência decretada pelas chuvas de dezembro e agora zerou tudo:

— Aqui vendiam um camarote a R$ 2 mil. Agora não temos nem benefícios da emergência e nem o que poderíamos ganhar com a festa.

Entre Jerônimo e Bolsonaro

Bolsonaro, Lula e Cia estão na embolada da Festa da Banana que embananou em Teolândia. Gustavo Lima, o cantor pelo qual a prefeita Rosa Baitinga (PP) se diz apaixonada, é bolsonarista. Ela, não. Está com Jerônimo e Lula.

Lá, o deputado mais forte é Robinho (UB), que é bolsonarista e tem apoio do ex-prefeito Lázaro Oliveira,  padrinho de Rosa.

Rui e o preço do almoço de Augusto em Itabuna

Diz Rui Costa que pensou ter poupado o dinheiro de um  almoço ao ser convidado por Augusto Castro (PSD), prefeito de Itabuna, para almoçar na casa dele, sexta passada.

Augusto convidou também técnicos da Prefeitura que lá abriram a papelada de um projeto de ampliação do Hospital de Base. Rui replicou que mexer num prédio com mais de  30 anos é problema e sugeriu que se fizesse o mesmo que se fez em Feira de Santana, construir o Hospital de Base II. E resmungou:

— O almoço acabou saindo caro.

E Augusto ainda levou a urbanização da orla.

Publicações relacionadas