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LEVI VASCONCELOS

Da Pedra Lascada ao Hamas, o racismo é a chaga que vira terror

Confira a coluna de Levi Vasconcelos

Levi Vasconcelos
Por Levi Vasconcelos
Imagem ilustrativa da imagem Da Pedra Lascada ao Hamas, o racismo é a chaga que vira terror
Foto: SAID KHATIB | AFP

No Dia das Crianças, ontem, eis que na candura dos seus 10 anos, Yla Vasconcelos Barreto Brito, sobrinha-neta, vendo na TV o terror do conflito em Israel e na Faixa de Gaza, dispara a pergunta: Tio, por que tem guerra?

Valeu uma boa reflexão. Expliquei-lhe que o homem desde os tempos da Pedra Lascada, mais ou menos no tempo das cavernas, carrega uma chaga moral na alma que já custou bilhões de vida, o racismo.

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Mudam os palcos e os cenários, vezes o enredo, cada qual com os seus valores agregados, mas o pano de fundo é o mesmo, questões de raça. Só para falar das guerras dos nossos dias, os ucranianos são eslavos orientais, contra os russos. E a dos judeus com os palestinos, vem lá desde antes de Cristo. Em todos os casos, os que se julgam mais empoderados sempre querem submeter os de outra raça.

Polarização — No Brasil dos nossos dias a faceta mais explicita do racismo é contra os negros, também responsável por milhares de mortes como numa guerra sem fim, mais negros mortos por homicídio, mais negras por feminicídio.

Ressalte-se que o homem criou formas de marcar o tempo, os segundos, minutos, horas, dias, meses e os anos, o único item que não se repete. E corre atrás de meios para postergar o tempo de vida com qualidade.

Mas também gasta a inteligência para construir máquinas de matar. Na polarização entre esquerda e direita querem empurrar o Hamas para os braços da esquerda.

E sabe quem está certo? Yla ficou encucada quando dissemos que em guerras quase sempre todos estão errados.

Monumento a Santa Dulce dá novo tom ao turismo religioso

Maurício Bacelar, secretário de Turismo da Bahia, diz que enfim a Bahia vai passar a começar tirar melhor proveito de Irmã Dulce, a única santa do Brasil, a partir de hoje, quando completam-se quatro anos da canonização, com a inauguração do Monumento a Santa Dulce, no Largo de Roma. Com cinco metros de altura e assinatura do artista plástico Félix Sampaio, o monumento faz parte das incursões para otimizar o santuário, o que não aconteceu antes graças a pandemia.

— Temos santuários em Boa Vista do Tupim e Castro Alves com excelentes resultados. Em Salvador, onde ela construiu a trajetória, as iniciativas tomadas só reforçam o grande respeito.

Maurício diz que ainda não dá para mensurar o peso do turismo religioso, mas daqui por diante isso vai acontecer.

Um paulista atrás do eclipse

Joel Birdes, comerciante paulista, fez questão de vir passar o feriadão em Salvador por dois motivos, adora a cidade e também ver o eclipse solar (quando a lua fica entre o sol e a terra, em alguns pontos, transformando o dia em noite), que segundo as previsões, será melhor por cá.

— Sou apaixonado por Salvador e pela astronomia. A última vez que isso aconteceu foi em 1994, eu ainda menino. Agora vou gravar tudo.

Eliana, uma evangélica que respeita o candomblé

Negra, a vida inteira evangélica, ligada à Assembleia de Deus, hoje na Igreja Batista Missionária, Eliana Gonzaga (Republicanos), a prefeita de Cachoeira, foi esta semana ao Terreiro Ilê Axé Icimimó Aganjú Didê, oficializar o reconhecimento do local como Patrimônio Histórico, Cultural, Material e Imaterial do município, segundo ela, um gesto de amor.

— Metade de minha família é evangélica e metade do candomblé. Sempre tivemos uma convivência fraterna. A melhor religião é o amor.

E é por amor, a Cachoeira, que domingo ela estará em Ipiaú a fim de assistir domingo o jogo contra a seleção local.

— Ganhamos a primeira de 2 a 0. Estamos em busca no 9º título. E vamos nessa.

REGISTROS

Repúdio e aplauso - A briga entre o prefeito Zé Cocá (PP) e o deputado federal Antonio Brito (PSD) semana passada quando Jerônimo foi a Jequié inaugurar a Unacon, a unidade de oncologia do Hospital Prado Valadares, descambou para a Câmara de Vereadores. Os aliados de Cocá aprovaram por 13 votos a quatro uma moção de repúdio a Brito e derrotaram pelo mesmo placar uma de aplauso.

Aparecida, a padroeira - Os únicos municípios da Bahia que têm Nossa Senhora Aparecida como padroeira são Luis Eduardo Magalhães e São Desidério, ambos no oeste e também os dois como grandes points do agronegócio.

Em São Desidério - Em Luis Eduardo ontem foi dia de festa intensa, mas em São Desidério a festa começou desde o fim de setembro. O prefeito Zé Carlos (PP) diz que é a maior manifestação cultural da cidade.

Em Rio de Contas - Já em Rio de Contas, as atenções gerais se voltaram para o incêndio que castigou parte da zona rural. Segundo o balanço dos bombeiros, mais de 80 hectares foram queimados de uma só vez. A perda animal é grande. Aliás, não é só na Amazônia que está tudo seco. No sudoeste baiano também.

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