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LEVI VASCONCELOS

E 2026 já está aí pululando entre os prefeitos, mais os da oposição

Confira a coluna de Levi Vasconcelos deste domingo

Levi Vasconcelos, com colaboração de Marcos Vinicius
Por Levi Vasconcelos, com colaboração de Marcos Vinicius
Imagem ilustrativa da imagem E 2026 já está aí pululando entre os prefeitos, mais os da oposição
Foto: Edilson Rodrigues | Agência Senado

O senador Otto Alencar (PSD) tem sido ácido crítico do modelo eleitoral brasileiro, com eleições a cada dois anos. Diz ele que é um mal para o País; acaba uma eleição, começa outra, e ao invés de se discutir políticas públicas, gasta-se quase todo o tempo em pré-campanhas e campanhas eleitorais.

– E o pior: tudo isso custa ao povo brasileiro R$ 5 bilhões por vez. É dinheiro que poderia ser gasto em projetos de interesse público.

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Pois não é que Otto está certo? Mal os prefeitos, eleitos ou reeleitos, tomaram posse e a pauta principal nas rodas é como cada um vai para 2026.

Os partidos governistas elegeram 307 e os da oposição, 107, mas com certeza ano que vem a estatística será outra.

INSTITUCIONAL – Os opositores do governo tentam vender a ideia de que Lula está descendo a ladeira e Jerônimo indo junto. Não é isso que se percebe. Jerônimo vive talvez o melhor momento entre os governadores da era petista. Tem a máquina do governo federal e um estado com alta capacidade de endividamento, fruto das perseguições de Michel Temer e Jair Bolsonaro a Rui Costa.

Ou seja, tem cacife. E evoca a boa relação institucional que a democracia requer para conversar e atender pleitos também dos que se elegeram por partidos adversários. Disso resulta espaço para, no futuro, a conversa amistosa também virar política. Vai dar certo? Essa é a política do governo.

NOS MAIORES – Nos 20 maiores municípios baianos, o UB de ACM Neto ganhou em 9, a grande maioria. Salvador, a capital, com Bruno Reis à frente, é o ninho dele. Em Feira de Santana, a coisa já muda. Zé Ronaldo, o prefeito, se dá bem com Jerônimo, mas ressalva: a relação é institucional, nada tem a ver com política.

Mas o fato de, em 2022, Neto ter rifado Ronaldo abruptamente da possibilidade de ser o candidato a vice, bota gás nas conversas de botequim. Outro, no rol das conversas, é Zé Cocá (PP), de Jequié. Apoiou Neto em 2022 para ser leal a João Leão, o vice de Rui Costa. Agora, aliados dele admitem dois pontos:

Se Jerônimo atender aos pleitos de Jequié, há possibilidade de conversa, sim.

E dizem que a dívida com João Leão já está quitada, 2022 pagou.

PRIMEIROS FRUTOS – E a política da boa vizinhança de Jerônimo já começa a render frutos. Júnior Marabá (PP), prefeito de Luis Eduardo Magalhães, foi bolsonarista, se dá bem com ele e já deu entrevista elogiando Lula.

Em Cairu, Hildécio Meirelles (UB), que já foi deputado pela oposição e assim se elegeu e se reelegeu, também admite apoiar o governador.

– Os interesses de Cairu têm que falar mais alto.

Essa posição é uma tendência geral. Agora, é esperar o cenário federal. Se Lula virar o jogo, lá e cá é juntar lé com cré. O jogo complica se Lula lá não emplacar.

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