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Levi Vasconcelos

Por Levi Vasconcelos, com colaboração de Marcos Vinicius

ACERVO DA COLUNA
Publicado sábado, 05 de abril de 2025 às 6:00 h | Autor:

E Caiado bota o pé na estrada em disputa com Bolsonaro e Tarcísio

Confira a coluna de hoje

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Caiado anunciou também que fará um périplo pelo Brasil
Caiado anunciou também que fará um périplo pelo Brasil -

Comentamos ontem no Café das 7, na A TARDE FM, que Ronaldo Caiado, o governador de Goiás, disputa a representação na briga presidencial à direita, contra Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo.

O suficiente para instigar o ouvinte amigo Otoniel Barreiro, o Toni, de Massaranduba: Bolsonaro não está inelegível, como Caiado disputa com ele? Simples. Dizem em Brasília, e todos os sinais apontam nessa direção, que Bolsonaro vai ficar candidato até o último minuto e quando não der, pinça um dos filhos e bota.

Segundo essa corrente, para Bolsonaro o melhor candidato é Lula e vice-versa. Os dois se retroalimentam. Ronaldo Caiado tenta abrir brecha por aí, mas tem no caminho Tarcísio de Freitas, o preferido.

Histórico –No Centro de Convenções de Salvador ontem, onde Caiado foi receber as reverências dos baianos, havia 180 prefeitos goianos, o que não é pouco num estado que tem 246, e 30 deputados estaduais também de lá. Ou seja, mais goianos do que baianos.

Caiado anunciou também que fará um périplo pelo Brasil, a Bahia é só o começo.

Mas além dos adversários acima citados, tem ele mesmo. O jornalista Kelmo Bernardes, lá de Feira de Santana, lembra que em 1989, na primeira eleição presidencial direta pós-ditadura (Fernando Collor ganhou), tinha 20 candidatos, ele era um. E ficou em 10º lugar com 0,72% dos votos. Os tempos mudaram tanto assim? Eis a questão.

Deputados do UB baiano dizem que federação com o PP é melhor

Se Ronaldo Caiado acha que a formação de uma federação do União Brasil, o partido dele, com o Partido Progressistas não é boa coisa, os deputados estaduais baianos pensam totalmente o contrário.

Marcelinho Veiga, por exemplo, acha que a tal federação é estratégica:

– Para nós do UB seria excelente, organiza o partido sem a necessidade de buscar novos deputados e ainda tira um partido da base do governo.

Já Pedro Tavares acha que as duas legendas, UB e PP, sairiam ganhando.

– São dois partidos de grande representatividade no Brasil. Essa é uma decisão federal, mas há um esforço para harmonizar os interesses nos estados até a decisão final.

Difícil vai ser harmonizar na Bahia. Na Alba, por exemplo, é quase impossível. A turma do PP não quer.

O ‘Caiado sem Zé Ronaldo’

Se sobrou prefeito goiano ontem na festa de Ronaldo Caiado, baiano faltou. Foram lá Débora Régis (UB), de Lauro de Freitas, e Genival Deolino (PSDB), de Santo Antônio de Jesus, mas Zé Ronaldo (UB), de Feira de Santana, não foi.

A ausência turbinou o tititi na imprensa feirense, que estampou nas redes o Caiado sem Ronaldo.

Ronaldo já disse que só vai cuidar de política em 2026 e Caiado veio fazer política.

Enfim, Neto tem candidato para poder dizer que é seu

ACM Neto, que em 2022 não tinha referências políticas federais e adotou em campanha o discurso do ‘tanto faz’, logo viu que não é nada disso, referências federais fazem muita diferença sim senhor, e na Bahia, o próprio PT no poder é exemplo disso, Lula puxou o barco. E ontem no Centro de Convenções foi abordado sobre isso, com Caiado à frente.

– Então, Neto, enfim você achou um candidato para dizer que é seu?

Resposta:

– Ufa!...

Agora vem o segundo tempo, que é ver se o candidato dele embala e torna-se competitivo. Se não, está mais cacifado para negociar.

POLÍTICA COM VATAPÁ

O azarado

Conta Valério Mesquita, da Tribuna do Norte, lá de Natal, no Rio Grande do Norte, que Nilson Dias, médico, foi prefeito de Caicó entre 1998 e 2000, mas ao invés de uma administração positiva, tudo dava errado, as contas da Prefeitura se complicaram, ele acabou cheio de processos e, com fama de azarado, tudo que ele toca dá errado.

Lá um dia, o Corinthians de Caicó iria enfrentar importante jogo do Campeonato Potiguar. O presidente do clube despachou dois amigos à casa de Nilson, torcedor ferrenho, para convencê-lo a não ir ao estádio.

Ele já todo arrumado, com a camisa do clube, ficou enraivado, não foi. Aos 35 do primeiro tempo, o Corinthians já estava dando 4 a 0, o rádio transmitindo, a cidade em euforia, resolveu ir ao estádio. Como a vantagem era grande, deixaram. Assim que entrou, o outro time fez 1, no segundo tempo virou, 5 a 4.

Na saída, a torcida caiu em cima dele.

– Azarado! Sai daqui! Xô, Satanás!

Uma grade desabou nos que o atacavam. Ninguém morreu, felizmente.

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